
Extremamente criticada na gestão Lula e Dilma, a produção de petróleo através do pré-sal vem trazendo grandes lucros para a estatal.
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A Petrobras
informou nesta quinta (17) o registro de recordes diário e mensal de produção
durante o terceiro trimestre de 2019. Na média trimestral, a empresa
produziu 2,878 milhões de barris de petróleo e gás, alta de 9,3% em relação ao
trimestre anterior e de 14,6% na comparação com o mesmo período de 2018.
Os dados fazem parte
do Relatório de Produção e Vendas da empresa, que passou a divulgar esses dados
antes da publicação do balanço, a exemplo do que faz a Vale.
Segundo o texto, o
crescimento da produção é resultado da instalação de sete plataformas de
produção entre 2018 e 2019, seis delas no pré-sal da Bacia de
Santos. Juntas, elas contribuíram com 555 mil barris por dia para a média
trimestral.
Em agosto, a empresa
bateu seu recorde mensal de produção, chegando a três milhões de barris por
dia. No mesmo mês, bateu seu recorde diário, com 3,1 milhões de barris por
dia.
No relatório, a
empresa diz que o resultado mostra "sólido desempenho operacional" no
período. No quarto trimestre, uma nova plataforma entrará em operação, também
no pré-sal da Bacia de Santos.
Os campos do pré-sal
já representam 60% da produção da estatal no Brasil. Já as operações fora do
pré-sal mostraram estabilidade, fechando o trimestre na média de 706 mil barris
por dia -0,8% a mais do que no trimestre anterior e 4,9% a menos do que no
mesmo período de 2018.
Na área de refino, a
Petrobras ampliou a utilização de suas refinarias, que operaram com 80% da
capacidade no trimestre, contra 76% no trimestre anterior.
A empresa produziu
1,816 milhão de barris de combustíveis por dia, 2,9% a mais do que no trimestre
anterior e praticamente estável com relação ao registrado um ano antes.
As vendas, porém,
representam queda de 7% com relação ao mesmo trimestre de 2018, quando o preço
do diesel estava tabelado e a concorrência com importados caiu.
O volume de vendas
do combustível registra queda de 8,7% nessa base de comparação, chegando a 770
mil barris por dia. Segundo a estatal, o desempenho reflete o "aumento da
participação de competidores no mercado".
A maior competição
também impactou nas vendas de gasolina pela estatal, que caíram 2,7% em um ano,
para 377 mil barris por dia.
Com menor venda de
combustíveis e maior produção de petróleo, o saldo comercial da companhia
cresceu 708,6% com relação ao mesmo período de 2018, chegando a 469 mil barris
por dia -a empresa exportou 801 mil e importou 332 mil barris por dia.

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