Cabral e grupo de parlamentares atuam para blindar Cavendish


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Reinaldo Azevedo


Por Andreza Matais e Rubens Valente, na Folha:
A votação que adiou por tempo indeterminado o depoimento do empreiteiro Fernando Cavendish expôs as articulações de uma “bancada” na CPI do Cachoeira que atua para blindar o dono da Delta.

As orientações partem do PMDB nacional, do governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), e do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ambos amigos de Cavendish. A Delta tem vários contratos com o governo fluminense.

Fazem parte do grupo os deputados Leonardo Picciani e Filipe Pereira, do PSC-RJ, João Magalhães (PMDB-MG) e Cândido Vaccarezza (PT-SP), este por razões partidárias em virtude de acordos feitos entre o partido e o PMDB. O grupo pró-Cavendish conta também com o senador Ciro Nogueira e sua mulher, Iracema Portella, do PP-PI e amigos do empreiteiro.

O casal Nogueira estava em Paris na Semana Santa, às vésperas da criação da CPI, quando diz ter encontrado casualmente Cavendish. Em dezembro de 2009, Ciro postou em sua conta no microblog Twitter: “Hoje vou ao casamento do meu amigo Fernando Cavendish”.

Na sessão da última quinta-feira que bloqueou o depoimento de Cavendish, Ciro defendeu que o empreiteiro não fosse convocado. “Nós ficamos apenas numa guerra de convocar fulano [...]. Nós não quebramos o sigilo da Delta? Vamos analisar”, discursou o senador.

Além de Nogueira, o deputado Picciani também se manifestou ao microfone contra a convocação. “Nós não precisamos ter a ânsia de convocar [Cavendish] sem ter o que perguntar, apenas para fazer um espetáculo que seja.”
(…)
Por Reinaldo Azevedo

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