
A vida secreta de Fidel
Juán Reynaldo Sanchez (foto ao lado)
Editora Paralela, 248 páginas, R$ 34,80
No livro, Sanchez conta como Fidel recebeu Lula em seu gabinete, Havana, pouco antes da primeira eleição do líder do PT.
O livro é um depoimento de quem viu e anotou a vida oculta de Fidel e do seu governo. O livro deve ser consumido por quem se preocupa de verdade com o que pode acontecer no Brasil depois das eleições de outubro.
O autor foi guarda-costas pessoal de Fidel Castro durante 17 anos.
Não se trata de um guarda-costas como comumente é visto figuras do gênero. Sanchez fez carreira militar no Exército e chegou ao posto de tenente-coronel.
Ele era o chefe de todo o aparato que constituía a guarda pessoal, com acesso direto ao líder, dentro e fora do governo.
O editor comprou e leu o livro, que pode ser encontrado na Livraria Cultura, Porto Alegre, com entrega em casa ou no escritório.
Ele está exilado em Miami, depois de cair em desgraça e ficar dois anos preso, de onde fugiu.
Sanchez agora publica um livro sobre a vida privada do líder da revolução cubana.
Iates luxuosos, 20 casas espalhadas por toda a ilha e partidas de caça "à la Luis XV" são alguns dos segredos revelados por "La cara oculta de Fidel Castro", escrito junto com o jornalista francês Axel Gyldén.
No Brasil o livro acaba de ser publicado pela Editora Paralela.
O homem que acompanhou Fidel quase diariamente entre 1977 e 1994 descreve o luxuoso iate do líder, o "Aquarama II", copiado do barco de um próximo do regime de Fulgencio Batista (presidente de Cuba entre 1940-1944 e líder de fato em 1952-1959), com quatro motores, que lhe presenteou o dirigente soviético Leonid Brejnev.
Rodrigo Constantino escreve em Veja que Cuba se tornou um antro de prostituição infantil, tráfico de drogas e de armas, tudo sob o estrito controle do ditador, já que nada ocorre por lá sem seu conhecimento ou autorização.
O aparato de vigilância é similar ao de todos os regimes totalitários.
Cuba é uma "coisa" de Fidel, como diz Sánchez. "Ele é seu dono, à maneira de um proprietário de terras do século XIX."
O autor conclui o livro questionando por que as revoluções sempre acabam mal e seus heróis se transformam em tiranos piores que os ditadores que combateram.
Parte da resposta é que o poder corrompe.
Outra parte é que, muitas vezes, psicopatas buscam nas revoluções um pretexto para colocar sua sede patológica pelo poder em prática.
Fidel parece pertencer ao segundo tipo.
E pensar que Dilma gosta de fazer afagos em um tirano desses.
CLIQUE AQUI para ler reportagem de O Globo sobre o livro.
CLIQUE AQUI para ler Rodrigo Constantino.
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