
Conheça 5 regiões do mundo onde se pode começar a 3ª Guerra Mundial em 2018
O professor estadunidense Robert Farley, especialista em
assuntos de defesa e segurança nacional, enumerou as cinco regiões onde em 2018
pode eclodir uma Terceira Guerra Mundial.
"O mundo conseguiu sobreviver ao ano de 2017 sem se
envolver em um conflito desastroso com a participação das superpotências.
Em
algumas partes do mundo (especialmente na Síria) a tensão tem diminuído
significativamente. Mas em outras, as situações já tensas ainda se
agudizaram mais", escreve o autor no portal The National Interest.
'Reino dos Kim'

© AFP 2017/ ERIC WISHART
O primeiro país na lista de Farley é a Coreia do Norte, que, em sua opinião, se
viu envolvida na crise geopolítica mais grave da modernidade.
Os êxitos norte-coreanos na produção de mísseis balísticos,
junto com a falta de experiência diplomática da administração Trump, criaram
uma situação extremamente perigosa", destaca o professor.
Taiwan

© SPUTNIK/ ALEKSANDR KRYAZHEV
Para Farley, a segunda região onde se pode iniciar um conflito
de grande escala é Taiwan.
Há pouco, o diplomata chinês Li Kexin afirmou que Pequim "vai reunificar Taiwan" pela força militar
no dia em que os navios militares estadunidenses chegarem à costa da península.
Ao mesmo tempo,
a China aumentou as atividades militares na área e estas têm provocado
descontentamento por parte dos EUA repetidas vezes.
Além disso, Washington
continua expandindo suas entregas de armas a Taiwan.
"Parece que atores tão influentes como a China e os EUA
estão prontos a trocar relações que requerem previsibilidade e diplomacia
cautelosa por uma situação de incerteza, que pode acarretar um conflito
demolidor", acredita Farley.
Ucrânia

© AP PHOTO/ MOHAMMED ZAATARI
A próxima na lista
é a Ucrânia, onde a situação, segundo afirma o especialista, continua tensa: o
cessar-fogo no Leste do país é violado com frequência, enquanto os protestos em
Kiev e a "história inédita" em torno de Mikhail Saakashvili põem em
questão a estabilidade do atual governo ucraniano.
Para Farley, o fracasso do governo em
Kiev pode levar a uma série de consequências capazes de agravar a crise: em
particular, o poder pode ser tomado por representantes das forças de
extrema-direita, causando uma nova escalada de tensões em Donbass.
O professor também não descarta a
variante em que Moscou possa aumentar a sua presença na Ucrânia em um cenário
de colapso das autoridades atuais, o que, por sua vez, pode provocar uma
confrontação militar de larga escala entre a Rússia e o Ocidente.
Flanco sul da OTAN
A quarta região vulnerável a um
possível conflito armado, na opinião de Farley, é o flanco sul da OTAN, em
particular, a Turquia.
De acordo com o analista, o afastamento entre Ancara e a União
Europeia junto com os EUA e a aproximação turca de Moscou é um indício de uma
mudança séria do equilíbrio de forças na região.
Nem a Turquia, nem a Rússia, nem os EUA acreditam que a guerra
seja um meio razoável de resolver uma situação diplomática criada, frisa o
autor.
Porém, a mudança do equilíbrio na região pode influir no curso dos
acontecimentos na Síria, no Iraque, no Irã, nos Bálcãs e no Cáucaso.
Golfo Pérsico

© SPUTNIK/ STRINGER
erminando a lista, Farley indica o
Golfo Pérsico como potencial área onde pode começar a Terceira Guerra Mundial, dada
a confrontação existente entre a Arábia Saudita e o Irã.
O professor frisa que nesta região já
houve conflitos, mas estes nunca se desenvolveram em guerras mundiais.
"Entretanto, Riad deixou claro
que está disposto a construir uma coalizão diplomática e militar contra o Irã
e, talvez, até incluir Israel nela.
Em uma altura em que a Rússia volta a
defender suas posições na região, é bem triste imaginar como tudo isso pode se
transformar em uma confrontação de duas superpotências", resume o autor.
Nenhum comentário:
Postar um comentário