Publicado em 10 de
set de 2019
Delegados da
Polícia Federal e procuradores da Lava Jato fazem relato estarrecedor após
deflagarem nova operação A força-tarefa da Lava Jato no Paraná concedeu
entrevista coletiva sobre a Operação Galeria, que prendeu o filho do ex-senador
e ex-ministro Edison Lobão. A operação investiga corrupção e lavagem de
dinheiro na Transpetro e na usina de Belo Monte. Segundo a força-tarefa, as
investigações apontam que, ao menos entre 2008 e 2014, Edison Lobão e Márcio
Lobão solicitaram e receberam propinas dos grupos Estre e Odebrecht da ordem de
R$ 50 milhões, e há evidências de que continuam praticando atos de lavagem de
dinheiro até o presente. Os procuradores explicaram: ‘Nos pagamentos de propina
relativos à Odebrecht, Edison Lobão era identificado como Esquálido e os
pagamentos na Rua México eram efetivados sempre no escritório de advocacia
vinculado à família Lobão, onde a esposa de Márcio Lobão mantinha escritório
com a família do seu sogro’. O esquema envolvia compra e venda de obras de arte
com grande diferença de valores, simulação de operações de venda de imóvel,
simulação de empréstimo com familiar, uso de ‘laranjas’ em operações de compra
e venda de obras de arte, e movimentação de valores milionários em contas
abertas em nome de empresas offshore no exterior.
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