Como são tratados os gênios no Brasil.

 Quebra de patentes: o pesadelo de um gênio brasileiro
AFPAFP
O inventor Nelio Nicolai, em Brasília
  • AFP/AFP - O inventor Nelio Nicolai, em Brasília

    NO PAIS DA CORRUPÇÃO E DA PROPINA INSTITUIDA FICA BEM DIFICIL OBTER EXITO.

    OS NOSSOS GOVERNOS PRECISAM TER RESPONSABILIDADE E NOMEAR PARA CARGOS DE SECRETARIO OU MINISTRO DE ESTADO TECNICOS COMPROVADAMENTE A ALTURA DO CARGO COM CONHECIMENTO E EXPERIÊNCIA, POIS A NOMEAÇÃO DE POLITICOS PARA OBTER APOIO NO LEGISLATIVO LEVARÁ O PAIS Á BANCARROTA, BEM COMO CAUSANDO PREJUIZOS AOS DETENTORES DE DIREITOS INTERNACIONAIS.

    PSARAN

Ele poderia ser milionário, mas, até há pouco tempo, não tinha dinheiro nem para o aluguel. O inventor brasileiro do identificador de chamadas  ou BINA - usado pela telefonia celular em todo o mundo prova que uma grande ideia pode se transformar em um pesadelo através da quebra de patentes.
Aos 72 anos, Nelio José Nicolai,  ex-jogador de futebol transformado em técnico em comunicações por azar, hoje se apresenta como inventor e acredita que sua sorte seria outra se não fosse brasileiro.
Ser Bill Gates ou Steve Jobs nos Estados Unidos é fácil, queria ver se um deles fosse inventor no Brasil", disse Nicolai em entrevista à AFP.
Nicolai encarnou por anos o paradoxo de gênios que mudam a vida de milhões de pessoas, mas sobrevive a duras penas.
 Veja Mais

Desempregado desde 1984, beirou a falência enquanto lutava na justiça contra as companhias telefônicas pelo pagamento de lucros.
Com 41 inventos patenteados no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), Nicolai é reconhecido como o criador do BINA (B Identifica o Número de A) ou identificador de chamadas. "Isso mudou a telefonia celular!", afirma orgulhoso.
Nos Estados Unidos e Canadá, lembra, foi tratado como gênio. Em 1996 recebeu uma medalha da Organização Mundial de Propriedade Intelectual. Mas no Brasil sua história é outra.
Briga com as multinacionais
Em 1997 Nicolai recebeu do INPI a patente do BINA, após cinco anos de espera. Este instrumento não impede a utilização de uma ideia, mas prevê em troca o pagamento dos direitos.
Documento em mãos, pediu às empresas telefônicas o pagamento dos direitos. "Uma das empresas me disse: 'Vá à justiça, talvez seus bisnetos recebam algo'. Então decidi defender os direitos de meus bisnetos", afirmou. Se recebesse o que pede, Nicolai seria milionário.
Em sua batalha judicial de quase 15 anos, diz que as telefônicas modificaram seu invento. O BINA passou a ser conhecido como identificador de chamadas e foi até proibida a licença de uso.
Nicolai leva em sua pasta a patente, fotos de homenagens e cópias dos processos.
"O prejuízo (econômico) causado pela justiça brasileira por permitir a mudança da marca é uma vergonha. É um delito de lesa a pátria, porque não só afeta o patrimônio de uma pessoa, mas sim o de um país", denuncia.
No Brasil, há mais de 250 milhões de linhas de telefone celular ativadas e cada companhia cobra em médio 5 dólares mensais pelo identificador de chamadas, segundo seu advogado, Luis Felipe Belmonte.
Somente por esse serviço as companhias recebem cerca de 1,25 bilhão de dólares. "Imagina o quanto poderia pagar em impostos", diz Nicolai.
Enquanto tramitava o processo contra a Claro (do magnata mexicano Carlos Slim) e a Vivo (Telefônica da Espanha), a situação financeira de Nicolai piorou, e no ano passado ficou a ponto de ser despejado da casa que alugava.
Foi então que aceitou um acordo com a Claro para fechar a disputa. Recebeu apenas 0,25% do que pediu na justiça pelos direitos de sua patente.
O acordo é confidencial, mas com o que recebeu conseguiu comprar uma luxuosa casa em Brasília e um Mercedes novo. Agora espera que os juízes lhe beneficiem em seus outros pedidos.
A Vivo nega utilizar a tecnologia patenteado por Nicolai, e aguarda uma decisão final sobre a validade da patente, disse a empresa à AFP.
No Brasil, a patente de um invento pode custar 1.500 dólares, e sua expedição pode demorar em média de 5 a 8 anos, enquanto na Coreia do Sul o processo demora três anos, nos Estados Unidos quatro e na Europa cinco anos.
No ano passado, o INPI recebeu cerca de 35.000 pedidos de patente. Desde 2010 os pedidos aumentaram em média 10%, segundo Jorge Ávila, presidente do INPI.
"O principal problema é a demora", que prejudica a comercialização da ideia, por isso o governo busca agilizar o trâmite contratando mais examinadores", acrescentou.
"Uma patente dá segurança jurídica. Hoje, a forma de fazer negócios no mundo é com patentes, por isso esses pedidos crescem", disse.
A gigante americana Apple foi impedida na semana passada de registrar no Brasil a marca iPhone, pois a patente desse nome já foi dada pelo INPI para a brasileira Gradiente.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

EM DESTAQUE

MARCO RUBIO DECLAROU QUE BRASIL JÁ NÃO FAZ PARTE DA LISTA DE "PAISES AMIGÁVEIS" AOS 'EUA'

  Publicado em 02 de junho de 2026 Por Claudio Dantas Marco Rubio  declarou que já não fazemos parte da lista de ‘países amigáveis’ aos EUA...

POSTAGENS MAIS ACESSADAS