Os jornalões, como o Estadão,
já escancaram na primeira página e em editoriais a tese sabida pela maioria dos
brasileiros com um mínimo de bom senso.
É impossível que o Presidente
Lula da Silva e a Presidenta Dilma Rousseff não tenham sabido dos escândalos na
Petrobras.
Duas razões simples justificam
a tese: nada se decide naquela empresa sem o aval do controlador majoritário, a
União Federal, comandada pelo titular do Palácio do Planalto (ou controlada
pela governança do crime organizado?).
Assim, Lula e Dilma ficam na
inevitabilidade de serem denunciados por responsabilidade.
A situação de Dilma é ainda
mais grave.
Ela foi "presidente"
do Conselho de Administração da Petrobras, durante a gestão presidencial de
Luiz Inácio Lula da Silva, o eterno Presidentro.
Se insistir na tese
inacreditável de que não sabia de nada, assina o atestado de que pecou por
incompetência gerencial e tem responsabilidade solidária, com a diretoria da
empresa, pelos desmandos de corrupção.
Só por milagre Dilma escapará
de processos movidos nos Estados Unidos.
Uma chefe de Estado acionada
civil e criminalmente não tem condições morais de permanecer no cargo.
Seu impeachment é inevitável
pelo Petrolão.
Se não cair pelas maracutaias
na Petrobras, Dilma tem enormes chances de sofrer impedimento ao ser denunciada
por crime de responsabilidade (na verdade, irresponsabilidade) por descumprir a Lei de
Responsabilidade Fiscal.
A base governista terá imensa
dificuldade, mesmo sendo maioria no Congresso, para aprovar uma ilegal mudança
das regras do jogo na Lei de Diretrizes Orçamentárias.
Será temerário autorizar o
governo a usar sua "contabilidade criativa" para esconder um rombo
nas despesas federais.
Os mesmos parlamentares que
podem dar o golpe estão apertadinhos. Uns 70 deles temem que seus nada santos
nomes apareçam nas delações premiadas e acordos de leniência da Operação Lava
Jato.
Os executivos de empreiteiras
presos pelo juiz Sérgio Fernando Moro, o Homem de Gelo da 13a Vara Federal, vão
dedurar seus colaboradores políticos na corrupção bilionária.
Exatamente diante do risco de o
parlamento ter de passar por uma faxina imediata é que Dilma Rousseff pode
aproveitar o momento de tensão e medo para propor aos "companheiros do
Congresso" uma salvação golpista, no melhor estilo bolivariana.
Eles salvam ela de cair por
irresponsabilidade fiscal e o governo (não se sabe como) fará de tudo para
salvá-los de futuras punições judiciais.
Nesse cenário absolutamente
imoral, Dilma perdeu completamente as condições mínimas de governabilidade.
A incapacidade de lidar com a
crise econômica que seu desgoverno criou será a tampa do caixão. Dilma já
era! Seu segundo mandato já acaba antes mesmo de começar.
A ingovernabilidade é um fato
objetivo. Só um golpe em estilo bolivariano pode salvar a cúpula da República
Sindicalista de acabar sem direitos políticos ou, na pior hipótese para a
nazicomunopetralhada, até na cadeia.
Dilma entrará para a História
como a Presidenta Porcina. Aquela que foi sem nunca ter sido


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