SOBRE ESSE RELATÓRIO
Este é um conteúdo menos técnico do que o habitualmente fornecido aos
assinantes da Empiricus. Fala de ideias. Transmite basicamente nossas
principais convicções de investimento para 2015, de forma simples e direta, num
tom de conversa. Como se pudéssemos, quase sem filtro, fazer com que os
leitores entrassem dentro de nossas cabeças.
São sete temas devidamente escolhidos. Poderiam ser oito ou seis.
Nenhuma predileção específica pelo número - selecionei apenas aquelas de maior
convicção. O objetivo maior é a proteção do patrimônio num ano para o qual
temos prognóstico bastante desafiador.
À esta altura, consideramos que o leitor já tem em mente nosso panorama
macroeconômico - caso ainda não o tenha, fica a recomendação de leitura: O Fim do Brasil II - O Segundo Mandato.
Grosso modo, a perspectiva para 2015 reúne um carry over (quanto o
crescimento de 2014 carrega para 2015) nulo, efeitos nocivos dos ajustes
fiscais (corte de gastos, representando menor demanda agregada), possível crise
política derivada do Petrolão e um cenário externo adverso, marcado por subida
dos juros nos EUA e queda no preço das commodities.
Esse é o panorama permeando as recomendações a seguir, que partem do
mais simples para questões mais sofisticadas - não pretendo convencer o leitor
a seguir cada uma das ideias. Há diferentes perfis de investimento, que podem
se identificar com ideias diferentes, portanto. Meu objetivo com este texto é
de que a implementação de um dos itens, seja ele qual for, já coloque o
investidor numa posição melhor.
1. Dólar
Há uma coisa, em particular, que eu gostaria de convencer o leitor: de
que o dólar deve ocupar parte relevante de suas economias. Primeiramente, por
uma questão de diversificação e substancial diminuição do risco da carteira.
Se o sujeito compreende que deve diversificar entre os variados mercados
brasileiros (ações, renda fixa, imóveis, etc), a lógica sugere também o
entendimento da necessidade de diversificar entre moedas. Se o dólar vai mal,
esse investimento em si, irá mal - mas significa que as coisas, no geral, vão
bem; portanto, todo o resto da sua carteira vai andar bem. Dólar tem um caráter
de hedge formidável para proteção de patrimônio.
Mas não é só isso. Há também o prognóstico de valorização propriamente
dita.
Destarte, por uma razão trivial: a força da economia norte-americana -
uma ilha de recuperação vigorosa entre os países desenvolvidos.
O Employment Report divulgado em 05/12 é emblemático nesse sentido.
Foram criados impressionantes 321 mil postos de trabalho, com uma taxa de
desemprego de 5,8% - a expectativa era de criação de 228 mil.
O gráfico abaixo resume a criação de postos de trabalho mensal nos EUA:
O dado é sinalização inequívoca da resiliência da economia dos EUA. Além
da referência per se ser importante, sinaliza possível antecipação do ciclo de
alta do juro básico norte-americano.
A diferença de política monetária entre EUA (restritiva) e Europa/Japão
(expansionista) abre um claro prognóstico de apreciação da moeda
norte-americana contra as principais moedas globais.
E para além do movimento global, os fundamentos econômicos domésticos
também apontam uma moeda excessivamente apreciada. Segundo nossos cálculos, a
taxa de câmbio de equilíbrio - grosso modo, aquela que equilibra as contas
externas - está em R$ 3,10.
Havemos de lembrar que o déficit em transações correntes é superior ao
Investimento Estrangeiro Direto, de tal sorte que estamos dependentes de
capitais de curto prazo para fechar nosso balanço de pagamentos. O capital de
curto prazo é muito volátil e sensível a qualquer soluço da economia mundial.
Em termos absolutos, o Brasil tem o terceiro maior déficit em transações
correntes do mundo, inferior apenas àqueles de EUA e Reino Unido. Nos 12 meses
até outubro, o saldo negativo montou a US$ 84,4 bilhões, equivalente a 3,73% do
PIB. De janeiro a outubro, o déficit monta a US$ 70,7 bilhões.
Enquanto isso, o investimento estrangeiro direto monta a US$ 51,194
bilhões nos 10 primeiros meses do ano, representando 2,71% do PIB.
Note que mesmo pequenos investidores podem - e devem, no meu entendimento
- ganhar exposição ao dólar, sobretudo através de fundos cambiais.
Os demais, sofisticados e com poupança mais robusta (> USD 100 k para
investir lá fora), podem recorrer à abertura de contas no exterior e recorrer,
por exemplo, a bons fundos de High Yield e outros ETFs.
Como devo fazer para descobrir os demais investimentos recomendados para
2015?
Simples. Tudo o que você deve fazer é receber nossa sequência de
relatórios gratuitos em seu endereço de e-mail, preenchendo o cadastro no campo
abaixo. Nós te enviaremos 5 relatórios, um a cada dia, sendo o primeiro de
imediato, já contendo 2 outros investimentos que recomendamos fortemente, além
do dólar, já exposto aqui.
Apresentaremos também uma análise detalhada sobre o mercado imobiliário
brasileiro no relatório que você receberá amanhã, caso se cadastre agora, para
que saiba se estamos ou não em uma bolha imobiliária, bem como identifique boas
oportunidades de compra e venda no setor.
Forte Abraço,
Felipe Miranda
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