
Se
você é mulher, com certeza já ouviu que roupa listrada pode ser uma desgraça –
se for horizontal – ou uma carta na manga – se for vertical e você for
baixinha. Isso porque linhas deitadas nos deixam parecendo gordas (o que
absolutamente nenhuma mulher quer) e linhas em pé nos deixam mais altas (o que
algumas desejam).
Agora,
esse “boato” ganhou um carimbo científico – mesmo que levemente amador. Isso
porque Val Watham, uma mulher de 53 anos, decidiu por a ideia à prova e
atestou: listras horizontais fazem as pessoas parecerem mais largas (vulgo
“gordas”), enquanto listras verticais fazem as pessoas parecerem mais altas.
Por
conta da descoberta, Val ganhou o prêmio Amateur Scientist of the Year
(Cientista Amador do Ano, em tradução livre) da BBC. Para realizar seu
experimento, ela teve a ajuda de um mentor, o pesquisador Peter Thompson,
psicólogo da Universidade de York (Reino Unido).
Em
2008, Thompson conduziu um estudo que testou a percepção das pessoas em
desenhos (2D) de linhas horizontais e verticais. Val suspeitou que o resultado
poderia ser diferente em modelos reais – 3D – e botou a mão na massa.
Estudantes
de moda criaram 15 conjuntos de roupas, usados por modelos em um vídeo que foi
apresentado no festival europeu Edinburgh Science Festival, assistido por 500
pessoas, que em seguida julgaram quão largas ou altas as modelos pareciam. Não
só a intuição feminina sobre as listras foi confirmada, mas outro boato se
revelou verdadeiro: que preto emagrece, porque as modelos usando roupas
inteiras pretas foram consideradas as mais magras.
O
prêmio
O concurso “So You Want To Be A Scientist?” (Então você quer ser um cientista?, em tradução livre) fez parte do programa científico da BBC Material World. A ideia era dar a oportunidade às pessoas de “ter um dia de cientista”, criando trabalhos com rigor científico com a ajuda de um mentor.
O concurso “So You Want To Be A Scientist?” (Então você quer ser um cientista?, em tradução livre) fez parte do programa científico da BBC Material World. A ideia era dar a oportunidade às pessoas de “ter um dia de cientista”, criando trabalhos com rigor científico com a ajuda de um mentor.
De
mais de 1.000 inscritos, os juízes escolheram o experimento de Val Watham como
um dos quatro finalistas.
Os
outros três finalistas foram Izzy Tomlinson, estudante de 18 anos que comandou
uma experiência para descobrir quais pessoas são mais sensíveis a barulhos
horríveis (como unha em um quadro negro), Dara Djavan Khoshdel, estudante de 24
anos que queria descobrir se o valor financeiro de uma pintura podia ser determinado
medindo a resposta emocional das pessoas a ela, e William Rudling, ilustrador
de 69 anos que desenvolveu um teste online para descobrir se as pessoas
parecidas fisicamente soam iguais também.
Val ganhou o prêmio. “Foi um pacote completo”,
disse Lucie Green, da Universidade College London (Reino Unido), membro do
painel de juízes. “Uma ótima ideia que foi bem executada, teve resultados
claros e leva a novas pesquisas. Você não pode pedir mais de um experimento
científico”.[Telegraph, BBC]
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