☺Quem vai apoiar a faxina de Dilma?

 Quem vai apoiar a faxina de Dilma?

ter , 16/8/2011 Redação Época

Brasil Tags: 150811, Blog do Noblat, Dilma Rousseff, O Globo

Vale a pena conferir a entrevista que o cientista político José Álvaro Moisés deu ao jornal O Globo e que o Blog do Noblat publica na internet. O tema da entrevista é a situação política em que a presidente Dilma Rousseff se vê diante da faxina que iniciou no governo após denúncias de corrupção e que tem esbarrado na chantagem de partidos aliados, que ameaçam retirar seu apoio a ela caso as demissões e investigações continuem. Para Moisés, a única forma de Dilma continuar com a faxina é buscar apoio popular:

O Globo: Como a presidente Dilma pode prosseguir com a faxina no governo, mantendo a governabilidade?
Moisés: Eu diria que isso dependerá em grande parte da relação dela com a sociedade. A opinião pública neste momento é a variável mais importante na qual ela pode se apoiar. O modo de os partidos participarem do presidencialismo de coalizão não é muito indicativo de que eles queiram mudar a conduta adotada até agora. Então, ela vai precisar buscar mecanismos novos, novas forças para criar suficiente força política e pressão para enfrentar o problema.

Uma alternativa que surgiu na segunda-feira foi a movimentação dos chamados senadores independentes, que não são aliados do governo, mas que anunciaram apoio pontual à Dilma na questão da faxina. O grupo é formado por Pedro Simon (PMDB-RS), Cristovam Buarque (PDT-DF), Pedro Taques (PDT-MT), Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), Jarbas Vasconcellos (PMDB-PE), Ricardo Ferraço (PMDB-ES), Ciro Miranda (PSDB-GO), Ana Amélia Lemos (PP-RS) e Eduardo Suplicy (PT-SP). Por enquanto, a iniciativa tem pouca força e enfrenta a desconfiança da oposição, que diz não acreditar na vontade de Dilma de ampliar a faxina, e as críticas da base de apoio ao governo.

Como conta também O Globo, o senador José Pimentel (PT-CE) comandou as críticas ao bloco, comparando o atual movimento anticorrupção com o que desestabilizou os governos de Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek nos anos 1950. A analogia canhestra foi rebatida por Pedro Simon:

"A história se repete como farsa", disse Pimentel, lembrando que, na década de 50, diante de uma enxurrada de denúncias de corrupção no governo, o jornalista Carlos Lacerda comandou um movimento que "deu no que deu". (…) Simon rebateu dizendo que o episódio não tem parâmetro de comparação com a situação de hoje, já que, naquela época, não existia a imprensa que o país tem hoje: "Não tem nenhum Carlos Lacerda nem ninguém querendo dar nenhum tipo de golpe".

José Antonio Lima

Nenhum comentário:

Postar um comentário

EM DESTAQUE

MADURO FOI CAPTURADO NESTA MADRUGADA PELOS "EUA", EM ATAQUE SURPRESA NA VENEZUELA.

  Explosões são sentidas em Caracas, na madrugada deste sábado, em meio ao ataque americano.  (Foto:   EFE ) EUA capturam ditador Maduro...

POSTAGENS MAIS ACESSADAS