18/02/2013 por Imovelweb
Apesar dos juros
estarem mais baixos, os bancos brasileiros continuam sendo muito responsáveis
na avaliação de crédito que precede a liberação de um financiamento
imobililário. Para obter um financiamento de R$ 300 mil para comprar uma casa,
por exemplo, é necessário comprovar uma renda mensal bastante elevada. Se você
teve seu pedido de crédito negado, não é preciso desanimar. Existem outras
modalidades de financiamento de imóveis que podem se encaixar melhor no seu
orçamento. Abaixo discutimos algumas destas alternativas, como o consórcio de
imóveis e as cooperativas habitacionais.
Consórcio de imóveis
Para quem desconhece o
sistema, ele funciona da mesma forma que o consórcio de automóveis: as pessoas
que pretendem comprar um imóvel, mas não possuem dinheiro suficiente, se juntam
de forma a comprar um apartamento para uma delas. Cada mês que passa, um ou
mais imóveis são comprados, beneficiando integrantes do grupo. A contemplação
pode ocorrer por lance (quem se dispor a antecipar a maior parcela do pagamento
leva) ou por sorteio.
A grande desvantagem
do consórcio reside no fato de que, ao contrário do financiamento, onde você
tem a posse do bem imediatamente, será necessário esperar até ser sorteado.
Portanto, o consórcio pode não ser recomendado para quem não tem tempo a perder
e precisa da casa agora. Em contrapartida, você não paga juros, mas apenas uma
taxa de administração, que varia entre 12% e 25% sobre o valor do imóvel, para
a empresa que administra o grupo de consórcio.
Dependendo da
administradora, também é cobrada uma taxa de fundo de reserva, que é destinada
a formar uma proteção para evitar perdas aos consorciados em caso de
desistências ou inadimplência de qualquer participante do consórcio. Por
último, também é possível cobrar uma taxa de adesão, que nada mais é do que uma
antecipação da taxa de administração e por isso mesmo deve ser deduzida das
taxas de administração cobradas mensalmente.
Cooperativas
habitacionais
Bastante conhecido
pelos brasileiros de menor poder aquisitivo, o sistema de cooperativas
habitacionais vem ganhando espaço na classe média e até mesmo em segmentos de
alto poder aquisitivo no Brasil. O motivo do aumento das cooperativas nos
últimos anos é a tentativa de fugir dos financiamentos e de intermediários, que
costumam encarecer demasiadamente a aquisição da casa própria.
A ausência de juros e
de incorporadoras é vista como uma vantagem pelos cooperados, porém é preciso
analisar bem o negócio antes de partir para o empreendimento. Para formar uma
cooperativa, basta juntar pelo menos 20 pessoas e dar início às obras. Deixado
de lado o esquema burocrático, o modo de funcionamento das cooperativas
habitacionais é relativamente simples. São os próprios membros que coordenam a
obra e, portanto, são responsáveis pelo andamento e gerenciamento de toda a
construção.
O sucesso de uma
cooperativa está intimamente ligado à gestão do grupo, que em geral administra
sozinho o empreendimento. Alguns deles chegam a contratar o serviço de um
consultor para ajudar na administração financeira do negócio. Quanto maior o
valor do imóvel, mais cuidado você deve ter ao assinar o contrato. E o nível
socioeconômico dos participantes no Brasil só tem crescido. Algumas
cooperativas possuem imóveis de até R$ 400 mil. Essa alternativa para a compra
da casa própria, portanto, já deixou se ser vista como popular.
Investir seu dinheiro
e comprar à vista
Também é possível
aplicar mensalmente o valor das prestações do consórcio em um fundo de
investimento. Vamos assumir, por exemplo, que você não foi sorteado até o final
do consórcio e teve que esperar 120 meses para receber seu imóvel.
Por outro lado, se
você aplicar R$ 500 todos os meses a um ganho médio de 0,6% ao mês - já
descontados os impostos -, poderá juntar muito mais dinheiro que em um
consórcio, onde não há pagamento de juros sobre o que já foi poupado e ainda incidem
as taxas administrativas.
Diante disto fica
claro que uma alternativa bastante viável, mas que muitos deixam de lado em
favor da pressa de realizar seu sonho, é o de investir todos os meses para
juntar um dinheiro suficiente para comprar a casa à vista. O mais interessante
é que a maioria das pessoas acredita que não consegue aplicar R$ 500 todos os
meses, mas de alguma forma mantém o pagamento das prestações do consórcio,
correndo o risco de acabar tendo que sair do grupo e recebendo bem menos do que
aplicaram no período.
Fonte: InfoMoney
|
O banco não financia a compra de um imóvel? Veja 3 saídas
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