Petista é acusado de tentar comprar o silencio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró
Por Da redação 14 jul 2016
Processo contra o ex-presidente Lula
foi encaminhado à Justiça do Distrito Federal no mês passado (Ex-juiz da
Zelotes assume denúncia contra Lula no DF/AFP/AFP)
A denúncia contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula
da Silva desmembrada da Operação Lava Jato e encaminhada à
Justiça do Distrito Federal terá como relator o juiz Ricardo Leite, que, no ano
passado, deixou o caso Zelotes. Leite é substituto na 10ª Vara da Justiça
Federal de Brasília, especializada em lavagem de dinheiro.
O processo contra Lula, para o qual o juiz foi
designado relator, tramitava no Supremo Tribunal Federal (STF) até o mês
passado.
A acusação envolve a suposta tentativa de comprar o silêncio do
ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró para evitar que ele fizesse acordo de
delação premiada.
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Também foram denunciados na mesma ação o ex-senador
Delcídio Amaral (sem partido-MS), o banqueiro André Esteves, o pecuarista José
Carlos Bumlai e seu filho, Maurício, o assessor do ex-senador Diego Ferreira e
o ex-advogado de Cerveró, Edson Ribeiro.
O processo foi enviado para a primeira
instância porque nenhum dos denunciados no caso tem foro privilegiado.
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot,
defendia que o processo fosse enviado para o juiz Sérgio Moro, que conduz a
Lava Jato na primeira instância.
No entanto o ministro Teori Zavascki,
responsável pelos processos da Lava Jato na Corte, entendeu que o caso não tem
conexão direta com a operação que investiga o esquema de corrupção na Petrobras
e o destinou à Justiça Federal em Brasília.
Leite deixou o caso Zelotes, que investiga esquema
de evasão fiscal respaldados pelo Conselho Administrativo de Recursos Fiscais
do Ministério da Fazenda (Carf), quando o juiz titular, Vallisney de Souza, que
estava emprestado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), reassumiu sua
vara.
À época, Leite recusou uma série de pedidos de quebra de sigilos
telefônicos e prisões preventivas de envolvidos na investigação.
Por causa
disso, o procurador Rodrigo Paiva pediu que ele não atuasse mais em nenhum processo
da Operação Zelotes, mas o pedido não chegou a ser analisado porque o titular
voltou a atuar no caso.
Longe dos processos, Leite ingressou com queixa
contra o procurador sob a acusação de que Paiva atuava para poupar o PT nas
investigações.
A operação também apura envolvimento de bancos e grandes
empresas do país acusados de comprar medidas provisórias editadas pelo governo
Lula (2003-2010).
O petista e o filho dele, Luís Cláudio, são alvo de
procedimentos investigatórios na operação.
(Com
Estadão Conteúdo)

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