
O juiz federal Sergio Moro
Em resposta a questionamentos de
Ricardo Lewandowski, juiz também defendeu continuidade das investigações contra
o ex-presidente pela 1ª instância 14 jul 2016,
Em
manifestação enviada nesta quinta-feira ao Supremo Tribunal Federal,
o juiz federal Sergio Moro, responsável pela Operação Lava Jato em
Curitiba, defendeu a validade dos grampos que flagraram conversas do
ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e políticos com foro privilegiado.
O
magistrado também afirmou que uma decisão do ministro do STF Teori
Zavascki autorizou a continuidade das investigações contra Lula na 13ª Vara Federal,
chefiada por Moro.
A manifestação foi motivada por um pedido de
informações feito pelo presidente do Supremo, Ricardo Lewandowski, que analisa
liminar solicitada pela defesa de Lula.
Os
advogados do petista pedem que toda a investigação contra o ex-presidente volte
a tramitar no STF porque os parlamentares citados em diálogos com Lula têm foro
privilegiado e, por isso, só podem ser julgados pela Corte.
Alvo da Lava Jato,
Lula teve os telefones grampeados por ordem de Moro.
Na manifestação, o
juiz explicou que está cumprindo determinação de Teori e que o áudio
envolvendo Lula e a presidente afastada Dilma Rousseff foi retirado do
processo, conforme decisão do ministro.
Para o juiz, o restante da investigação
continua rígida, e não há motivos para remeter os processos novamente para o
Supremo, conforme quer a defesa.
“Com
a devolução do processo de interceptação e de todos os demais nos quais
figurava o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, houve autorização do
eminente ministro Teori Zavascki para a continuidade das investigações em
relação a ele e de outras pessoas destituídas de foro por prerrogativa de
função”, disse Moro.
“Quanto aos diálogos interceptados do ex-presidente
com autoridades com prerrogativa de função, é evidente que somente serão
utilizados se tiverem relevância probatória na investigação ou na eventual
imputação em relação ao ex-presidente, mas é evidente que, nesse caso, somente
em relação ao ex-presidente e associados sem foro por prerrogativa de função”,
acrescentou.
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