





Como a velocidade máxima em Portugal é de 120
km/h, muitas pessoas nem sequer atingiram a velocidade máxima dos seus
automóveis. Mas na Alemanha, onde não existe limite de velocidade, muitas
pessoas conseguem levar os seus carros a 150, 180 ou 200 km/h. Ou até 250. Mas,
às vezes mesmo sabendo que o motor tem mais potência, um condutor sente que o
carro não consegue acelerar mais. E a culpa é do limitador de velocidade.
O que é um limitador de
velocidade? Trata-se de um programa, integrado no sistema que controla a
injeção eletrónica do motor do seu automóvel, que deteta quando o carro se
aproxima de uma determinada velocidade. Em mudanças reduzidas, poderia
continuar a acelerar até chegar ao “redline” (limite máximo de rotações por
minuto que o motor pode atingir), mas na última velocidade (geralmente quinta
ou sexta em caixa manual, ou sétima ou ainda mais nas caixas automáticas
modernas), o controlo eletrónico da injeção começa a cortar o fluxo de ar e
combustível para os cilindros. Como não há mais combustível a entrar para o
motor, o carro fica efetivamente impedido de continuar a subir de velocidade.
A implantação do limitador de
velocidade foi facilitada pelo uso de sistemas de injeção eletrónica para os
motores, que se tornaram populares a partir dos anos 70, pois são fáceis de
programar e regular. Embora muitos carros por todo o mundo tenham limitador, a
velocidade a que estes são ativados varia conforme a legislação local, por
motivos de segurança, para reduzir o consumo de combustíveis fósseis ou
simplesmente por consciência do construtor. Explicamos a origem de alguns
limites de velocidade na galeria de fotos acima.
Não é muito fácil mexer num
limitador de velocidade, pois, geralmente, um condutor não tem acesso aos
programas necessários para alterar a programação. Mas as próprias marcas podem desativar
o limitador, ou pelo menos colocá-lo numa velocidade mais elevada. Isto depende
do automóvel e do quanto um comprador está disposto a pagar para remover este
obstáculo.
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