☼ Após polêmica do Ficha Limpa, Fux se defende ☼

Redação Época

A Folha publica nesta segunda-feira uma entrevista com Luiz Fux, ministro do Supremo Tribunal Federal, que em sua primeira votação no colegiado foi obrigado a dar o voto de minerva sobre a Lei da Ficha Limpa.

Fux decidiu na semana pasada que a lei não poderia valer para as eleições de 2010, pois feria o princípio da anualidade, segundo o qual uma lei eleitoral só pode ser modificada com um ano de antecedência, para não prejudicar as minorias. A Ficha Limpa foi aprovada em um prazo menor do que esse.

Na entrevista, Fux faz elogios à lei, disse que tentou "construir uma solução" para votar pela vigência da lei, mas que, pelos critérios técnicos que adota em julgamentos como esse, não era possível chegar a uma conclusão diferente. Além de defender seu voto, ele defende o Supremo, reconhecendo que a votação demorou, mas que o Legislativo poderia ter evitado todo o transtorno:
Aqui entra em cena outra questão sobre a qual já fui
muito indagado, que é a judicialização da política.
Aqui não há a judicialização da política: há a
politização de questões levadas ao Judiciário.

Por que não resolveram isso lá entre as
próprias instituições? Como a Constituição garante
que todo cidadão lesado pode entrar na Justiça,
todos aqueles que se sentiram prejudicados pela
lei entraram em juízo. Veja quantas esferas:
passam pela primeira instância, TRE, vão ao
TSE e ainda cabe recurso ao STF.

Eu sou defensor da eliminação do número de recursos.
É preciso que a população se satisfaça.
José Antonio Lima

 ▒▓███ JESUS CRISTO É O MEU SENHOR ███▓▒

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