MIT desmente Mercadante sobre abertura de sede no Brasil


10/04/2012
 às 23:29

É… Pode ser ter sido uma dificuldade de Aloizio Mercante com o inglês… Poder ter sido aquele traço que o fazia se dizer doutor quando não era, vai saber. Mas que foi um vexame, ah, isso foi! Leiam o que informa Gustavo Chacra, no Estadão:

Em sua visita a Boston e Cambridge, a presidente Dilma Rousseff buscou aprofundar as relações acadêmicas do Brasil com o Massachusetts Institute of Technology (MIT) e a Universidade Harvard, incentivando uma série de parcerias envolvendo estudantes, pesquisadores e professores brasileiros. 
O problema é que uma declaração do ministro da Educação, Aloizio Mercadante, provocou um mal entendido ao afirmar que o “MIT abrirá um MIT no Brasil”. E repetiu mais duas vezes - “Teremos uma escola do MIT no Brasil. Vamos criar uma sede do MIT no Brasil”.
Horas depois, a universidade desmentiu o ministro. “O MIT não abre filiais no exterior”, diz comunicado, acrescentando que deve ter havido “um pequeno mal entendido” e que “o ministro falava em uma noção geral de colaboração”. 
O único acordo oficial envolve uma parceria com o Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA). Mercadante, ao saber do desmentido, fez questão de repetir que o “pró-reitor do MIT, Rafael Reif, afirmou que há o interesse em abrir um centro de pesquisa no Brasil”.
No seu discurso depois de encontro com a reitora da universidade americana, Susan Hockfield, a presidente não mencionou o convite à instituição para ir ao Brasil. De acordo com um porta-voz da Presidência, diferentemente do que disse Mercadante, a própria Dilma teria convidado o MIT, que ainda estudava o convite. 
Em discurso no MIT, Dilma disse apenas acreditar que “a nossa parceria (Brasil-EUA) para o século 21 será baseada no conhecimento. Por este motivo, me comprometi em dar suporte a este acordo (entre o ITA e o MIT)”.
A Universidade Columbia, de Nova York, anunciou há algumas semanas que vai inaugurar um centro no Rio de Janeiro. As negociações duraram meses e foram feitas diretamente com o governo estadual. Universidades como a NYU (Universidade de Nova York, na sigla em inglês) e a Georgetown possuem filiais com graduações no Golfo Pérsico e Yale deve abrir uma em Cingapura. Todas terão graduação e pesquisa.
Também é comum uma série de universidades americanas estabeleceram convênios com instituições de ensino estrangeiras. A própria Columbia, mesmo com o centro no Rio, tem ligações na área de relações internacionais e administração pública com a Fundação Getulio Vargas (FGV), em São Paulo. 
Um dos objetivos do Brasil, mencionado tanto por Mercadante como por outras autoridades brasileiras, seria usar o projeto Ciência sem Fronteira para enviar estudantes para o MIT, entre outras universidades americanas. O foco seria nas áreas médicas e tecnológicas.
(…)
Por Reinaldo Azevedo

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