Atualizado: 13/10/2012 03:02
Após 40 anos de abandono, País pode ganhar 21 linhas de trens de passageiro
Depois de quatro décadas de abandono, os trens regionais voltaram à pauta dos governos estaduais e federal. Atualmente,...
Depois
de quatro décadas de abandono, os trens regionais voltaram à pauta dos governos
estaduais e federal. Atualmente, está em estudo pelo poder público a construção
de 21 ramais ferroviários para passageiros.
Caso todos os projetos planejados
no Brasil saiam do papel no prazo previsto, o País pode ganhar 3.334 km de
trilhos para transporte em 14 Estados até 2020.
O número é mais que o dobro do que está em operação. Apenas duas
linhas de passageiros funcionam hoje no País: uma liga Belo Horizonte (MG) a
Vitória (ES) e outra, São Luís (MA) a Carajás (PA) - ambas são operadas pela
Vale.
O atual cenário contrasta com o que era esse mercado há meio
século: na década de 1960, cerca de 100 milhões de passageiros eram
transportados em trens interurbanos anualmente. Hoje, esse número é de cerca de
1,5 milhão de pessoas por ano.
Para Vicente Abate, presidente da Associação Brasileira da
Indústria Ferroviária (Abifer), o ressurgimento de projetos de trilhos pelo
País é reflexo do recente aumento da preocupação com a mobilidade. "O
transporte ferroviário de passageiros é normalmente rápido, seguro, confortável
e não poluente. Trens de velocidade média, entre 100 e 150 km/h, são uma
alternativa para a mobilidade entre as cidades, que hoje está um
desastre."
Entre os projetos mais avançados estão a ligação entre Brasília
e Goiânia, passando por Anápolis (GO), e cerca de 500 km de trilhos em Minas
Gerais que fariam a conexão entre Belo Horizonte e cidades como Sete Lagoas,
Ouro Preto e Brumadinho. O primeiro, orçado em R$ 800 milhões, está prometido
para 2017 e deve vencer todo o trajeto em cerca de uma hora. Já o segundo está
divido em três trechos e deve ser feito por meio de uma Parceria
Público-Privada (PPP) que já tem 18 interessados em preparar estudos de
viabilidade. A expectativa é de que as obras comecem em 2014.
Em São Paulo, o governo estadual realiza estudos para três
ramais - ligando a capital a Jundiaí, Santos e Sorocaba. Além disso, o Trem de
Alta Velocidade (TAV), previsto pelo governo federal para ficar pronto em 2020,
vai cortar a capital e grandes cidades do Estado, como Campinas e São José dos
Campos, no caminho até o Rio.
Ministério. Outros 14 trechos fazem parte de um plano que está
sendo executado pelo Ministério dos Transportes em parceria com governos
estaduais. Os dois mais adiantados são o que ligará Londrina a Maringá, no
Paraná - trajeto que já existia por trilhos, mas foi abandonado ao longo das
últimas décadas - e o ramal entre Pelotas e Rio Grande, no Rio Grande do Sul.
Segundo a pasta, todos os 14 estudos devem estar prontos e terem suas obras
iniciadas em um prazo de cinco anos.
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