Jornal americano cita alto custo da Copa, economia com lento crescimento, insatisfação popular com o torneio e greve dos metroviários em reportagem

Brasil é manchete no site do New York Times (Reprodução)
O Brasil foi destaque nesta segunda-feira no site do jornal americano New York Times, que colocou em sua manchete uma reportagem em que citava o clima de insatisfação popular com a Copa do Mundo e outros tantos problemas que têm ocorrido no país a três dias do início do Mundial.
O diário americano chama a atenção para a greve dos metroviários em São Paulo, cidade-sede da abertura entre Brasil e Croácia, no dia 12, e os confrontos com policiais em algumas estações.
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A reportagem cita as manifestações de junho do ano passado como mostra do descontentamento com o governo e questiona o investimento em estádios em Brasília e Manaus, por exemplo, cidades sem grandes clubes no futebol e com média baixa de público nas partidas. Mesmo com as adversidades, o NYT cita os Jogos Pan-Americanos de 2007 e aJornada Mundial da Juventude como eventos que mostraram a tradição do país em receber bem os estrangeiros.
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Segundo a reportagem, o desfecho da competição pode se tornar fator determinante na disputa das eleições em outubro. O alto custo do torneio, que pode chegar a 30 bilhões de reais e é motivo de diversas manifestações, também é citado como um problema que a presidente Dilma Rousseff terá de contornar na tentativa da reeleição.
A cadeia de erros do Brasil na Copa
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Estádios demais
Como poderia ter sido: A Fifa ficaria satisfeita com apenas oito estádios, o suficiente para o evento
O que o país fez: Para aumentar o número de cidades envolvidas – e atender aos pedidos do maior número possível de governadores e prefeitos –, ampliou o número para doze arenas
Qual foi a consequência: Além de encarecer todo o evento, criou dois problemas. Sem investidores privados para bancar estádios em capitais sem clubes de grande torcida, usou-se dinheiro público.
Além disso, algumas das arenas poderão virar elefantes brancos depois do Mundial
O que ficou só na promessa para o Mundial
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O Estádio Nacional de Brasília: o custo se aproxima dos 2 bilhões de reais em verba pública
Estádios privados
O ministro do Esporte do governo Lula prometia uma Copa totalmente privada, sem uso de dinheiro público nas arenas. Entre as doze sedes do Mundial, porém, só três (São Paulo, Curitiba e Porto Alegre) são empreendimentos particulares - e mesmo essas obras dependem de financiamento de bancos estatais e generosos incentivos públicos.
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