Romeu Tuma Júnior acusa Polícia Federal de tentar detê-lo



Romeu Tuma Júnior acusa Polícia Federal de tentar detê-lo

Ex-secretário nacional de Justiça é autor de livro com denúncias de que PT teria uma fábrica de dossiês

por O Globo


SÃO PAULO - O ex-secretário nacional de Justiça Romeu Tuma Júnior acusa a Polícia Federal de tentar detê-lo para prestar depoimento na manhã desta terça-feira, em São Paulo. 

Ele é autor do livro "Assassinato de Reputações — Um Crime de Estado", em que narra bastidores do período em que ocupou o cargo durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

De acordo com Tuma Junior, quatro agentes chegaram ao seu escritório de advocacia por volta das 10h30m e disseram que tinham uma ordem para conduzi-lo coercitivamente para prestar depoimento na sede da PF. 

O ex-secretário teria se recusado, e teria ocorrido bate-boca.

- Não aceitei e fui por minha conta. É uma abuso. Para ser conduzido coercitivamente, é necessário ter sido intimado várias vezes, o que não aconteceu - disse Tuma Júnior.

A Polícia Federal informou que o ex-secretário foi ouvido em inquérito que corre em Brasília e que os agentes foram até o escritório dele para intimá-lo. 

De acordo com a PF, ele só seria conduzido coercitivamente caso se recusasse a comparecer. Ainda segundo o órgão, ele havia sido intimado outras vezes por meio de seu advogado, mas não cumpriu a intimação.

A PF informa também que recebeu uma representação do senador Aloysio Nunes Ferreira após reportagem da Revista Veja noticiando supostos crimes narrados no livro.

Os detalhes da investigação serão divulgados mais tarde pela superintendência, em Brasília. O depoimento durou dez minutos, e Tuma entrou e saiu em seu próprio carro.

Na PF, o ex-secretário afirmou que conversou com um delegado chamado "Gali", que seria da delegacia fazendária:

- Eles só queriam olhar para a minha a cara. Não tinham nada para perguntar. Eu já prestei depoimento.

No livro, Tuma Júnior relata que a estrutura do governo petista seria usada para produzir dossiês contra adversários políticos e que teria ouvido do ministro Gilberto Carvalho a confissão de que o ex-prefeito de Santo André Celso Daniel teria sido assassinado depois de descobrir um esquema clandestino de arrecadação de dinheiro para beneficiar o PT:

- Já prestei vários depoimentos na Polícia Federal depois da publicação do livro. Eles querem saber da minha vida.

O ex-secretário pretende tomar medidas contra a suposta ação da PF.

- Vou apresentar representação na OAB e no Ministério Publico. Foi uma afronta - afirma.
                                                

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