Efeito Estufa reduz variedade de plantas na Terra, diz estudo

Mesmo as cicadeófitas, um grupo de plantas com semente que alcançaram enorme sucesso durante o Mesozóico, crescendo algumas delas ate ao tamanho de arvores, cuja ordem (Bennettitales), não conseguiu sobreviver à extinção generalizada do final do Cretácico. Elas evoluíram a partir de um ancestral comum, as cicadeófitas (as vulgares cicas, da ordem Cycadales), as quais tiveram melhor sorte, existindo ainda hoje vários gêneros vivos
Mesmo as cicadeófitas, um grupo de plantas com semente que alcançaram enorme sucesso durante o Mesozóico, crescendo algumas delas ate ao tamanho de arvores, cuja ordem (Bennettitales), não conseguiu sobreviver à extinção generalizada do final do Cretácico. Elas evoluíram a partir de um ancestral comum, as cicadeófitas (as vulgares cicas, da ordem Cycadales), as quais tiveram melhor sorte, existindo ainda hoje vários gêneros vivos

A metade das espécies comuns de plantas e animais pode sofrer um declínio significativo em seu habitat por conta das mudanças climáticas nas próximas décadas, adverte um estudo divulgado neste domingo e publicado no periódico Nature Climate Change. Segundo a pesquisa, a biodiversidade ao redor do mundo sofrerá duramente se as temperaturas subirem acima de 2ºC. E os principais efeitos devem ser sentidos na Amazônia, na África Subsaariana, na América Central e na Austrália.

"Nossa pesquisa prevê que as mudanças climáticas vão reduzir drasticamente a diversidade até mesmo de espécies comuns encontradas na maior parte do mundo", afirma a principal autora do estudo, Rachel Warren, da Universidade de East Anglia (Reino Unido). "A perda de biodiversidade em escala global vai empobrecer a biosfera e os ecossistemas de forma significativa."
Para os humanos, o efeito colateral é de que "essas espécies são importantes para purificação do ar e da água, controle de enchentes, cliclo de nutrientes e ecoturismo".

Sobrevivência
O estudo, realizado por pesquisadores do Reino Unido, da Colômbia e da Austrália, acompanhou quase 50 mil espécies em todo o mundo, analisando temperaturas e índices pluviométricos em seus habitats. Eles mapearam as áreas que continuariam sendo aptas para a sobrevivência dessas espécies em diferentes cenários climáticos.
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Se não houver esforços significativos para limitar a emissões de gases do efeito estufa, dois terços das plantas e quase a metade dos animais perderão habitat até o ano 2080. A boa notícia, porém, é que essas perdas podem ser contidas se houver ações para mitigar as mudanças climáticas.
"Ações rápidas podem reduzir essas perdas em 60% e dar mais 40 anos para que as espécies se adaptem (às mudanças)", diz o estudo. "Ao reduzir o aquecimento global de 4ºC para 2ºC, ganhamos tempo de adaptação aos 2 graus restantes."

Biodiversidade
Mas, se o cenário negativo se confirmar, a biodiversidade de plantas e animais comuns vai encolher praticamente no mundo inteiro.
"É preocupante, porque mesmo pequenos declínios dessas espécies podem afetar significativamente os ecossistemas", afirma Warren, no estudo. A pesquisa analisou o aumento das temperaturas, mas é preciso levar em consideração outros problemas, diz Warren.
"(A ocorrência de) eventos climáticos extremos, pestes e doenças significa que nossas estimativas são provavelmente conservadoras. Os animais em especial devem sofrer, porque perderão parte de seus alimentos vindos das plantas."
Répteis e anfíbios são, possivelmente, as espécies mais ameaçadas neste contexto
12/5/2013 16:5
Por Redação, com BBC - de Londres

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