Greve do metrô em São Paulo
Em assembleia realizada na tarde deste domingo, os metroviários de São Paulo decidiram manter a greve da categoria. A decisão foi tomada após o julgamento da greve pelo TRT (Tribunal Regional do Trabalho) de São Paulo, que considerou a paralisação abusiva e determinou uma multa de R$ 500 mil por dia caso os metroviários não voltem imediatamente ao trabalho MAIS Paulo Lopes/Futura Press
08/06/2014
A Justiça declarou ilegal a absurda
greve dos metroviários de São Paulo. Nem poderia ser diferente! A categoria
obteve um reajuste bem acima da inflação — 8,7% contra 5,2% — e teve elevados
benefícios indiretos, o que, na prática, majora seus ganhos em mais de 13%.
Mais: o sindicato não cumpriu a
determinação de manter 100% dos trens funcionando nos horários de pico. Muito
bem! Chegou a hora de começar a botar os agitadores na rua, com demissão por
justa causa.
Acabou a farra! Se os nababos que estão
empregados — e recebem quase R$ 1 mil por mês só de vale-refeição e
vale-alimentação — não querem trabalhar, há quem queira. No mais, quero chamar
a atenção de vocês para uma coisa interessante: a Linha Amarela, que é privada
— operando sob concessão do Estado —, está funcionando normalmente e,
portanto, está servindo ao público.
As linhas azul, vermelha e verde, que
são públicas, hoje servem apenas aos interesses dos sindicalistas e, portanto,
estão privatizadas.
Entenderam a inversão, que já é um
clássico do estatismo? Sim, meus caros leitores; sim, meus caros brasileiros;
sim, meus caros paulistanos: no Brasil e em qualquer lugar do mundo, quem serve
ao interesse público é a economia privada; a economia estatizada só serve aos
interesses privados — e isso é uma verdade absoluta, pouco importa a questão
que se analise.
Vocês acham que a soma de
sem-vergonhices que vemos lá na Petrobras, cometidas ao longo dos anos, seria
possível numa empresa privada? Não! Seus dirigentes não apenas seriam demitidos
como jamais arrumariam um novo emprego — se é que não iriam parar na cadeia.
Não obstante, a cultura do estatismo —
e contra a iniciativa privada — avançou estupidamente nestes 12 anos de
petismo. Vejam o tempo que demorou Dilma Rousseff para privatizar aeroportos —
boa parte não ficará pronta a tempo para a Copa do Mundo.
As estradas federais continuam a ser
uma soma de buracos, interrompidos, de vez em quando, por asfalto. Por quê?
Porque o governo prefere fazer favores ao capital privado em vez de colocá-lo
como agente do desenvolvimento. Mas já me desviei um pouco. Volto ao ponto.
Os sindicalistas do Metrô atuam como se
o bem público fosse propriedade privada. Para eles, a empresa existe não para
atender aos interesses da população de São Paulo, mas para servir a seus
próprios anseios.
Não custa lembrar: além do PSTU, que é
o partido ao qual pertence Altino Prazeres, presidente do sindicato, também o
PT resolveu dar suporte à greve.
A CUT, a central sindical petista,
emitiu uma nota se solidarizando com os grevistas.
Para-encerrar
A Justiça arbitrou multa de R$ 500 mil
por dia caso a greve seja mantida. Infelizmente, a realidade tem demonstrado
que esse instrumento tem sido inócuo.
Sempre aparece um juiz para conceder
uma liminar e suspender o pagamento.
Os sindicalistas não estão nem aí.
Estão acostumados a operar num país sem
lei.
Por Reinaldo Azevedo
Tags: Copa do Mundo de 2014, greves, Metrô de SP
Nenhum comentário:
Postar um comentário