Marice Corrêa de
Lima, cunhada de João Vaccari Neto(Brazil Photo Press/Folhapress/VEJA)
Marice Corrêa de Lima, cunhada do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, é suspeita de auxiliá-lo no esquema de recebimento de propina
Cinco dias antes de
ser alvo da 12ª fase da Operação Lava Jato da Polícia Federal, Marice Corrêa de
Lima, cunhada do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, recebeu a escritura de
seu terceiro apartamento da Bancoop (Cooperativa Habitacional dos Bancários de
São Paulo).
No dia 10 de abril, Marice obteve a matrícula de um apartamento de
96 metros quadrados de área total e vaga de garagem no Edifício Solar de
Santana, bairro de classe média da Zona Norte de São Paulo.
De acordo com o
registro de compra e venda, de 25 de fevereiro, ela pagou 61.833, 60 reais pelo
apartamento.
Marice foi alvo de um mandado de prisão temporária no dia 15 de
abril, mas a ordem do juiz federal Sérgio Moro só foi cumprida dois dias
depois, quando ela se entregou à
PF em Curitiba (PR).
Ela foi solta pelo
juiz na semana seguinte. A cunhada de Vaccari havia viajado ao Panamá, na
América Central.
Marice possui um
apartamento da Bancoop no Condomínio Mirante do Tatuapé, Zona Leste, e foi dona de outro no Guarujá (SP), de frente para o mar, mas desfez o negócio.
Ela desistiu
de comprar um apartamento no Edifício Solaris, no qual o ex-presidente Lula possui
um tríplex,
e Vaccari também tem uma unidade.
A transação de
compra e devolução do imóvel à OAS, que assumiu a construção do prédio da
Bancoop no litoral paulista, está na mira do Ministério Público, que suspeita
de crime de lavagem de dinheiro, avaliado em cerca de 200.000 reais. Marice é
suspeita de auxiliar Vaccari a receber propinas e vantagens pessoais.
Ela nega.
A Bancoop já foi
dirigida por Vaccari e lesou milhares de cooperados que compraram imóveis e
nunca receberam as chaves e a documentação. Acusado de desvios de dinheiro para
o PT na gestão na entidade, Vaccari responde a ação penal por formação de
quadrilha, estelionato, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.
Ele será interrogado pela
Justiça em novembro.
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