◘ DELCIDIO NÃO CONFIRMA CONTEÚDO DE REPORTAGEM;"ISTO É REAFIRMA.

VEJA QUAIS SÃO OS PONTOS MAIS EXPLOSIVOS DA DELAÇÃO DE DELCÍDIO, SEGUNDO REVISTA  Leandro Prazeres  Do UOL, em Brasília 03/03/2016
  • O senador Delcídio do Amaral (PT-MS), ex-líder do governo no Senado
O senador Delcídio Amaral (PT-MS) divulgou uma nota nesta quinta-feira (3) na qual não confirma o conteúdo da reportagem da revista "IstoÉ" segundo a qual ele teria feito um acordo de delação premiada e citado a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ambos do PT. A revista mantém as informações publicadas.
Segundo a reportagem, Delcídio teria feito um acordo de delação premiada com a Operação Lava Jato no qual ele apontava Lula como o mandante dos pagamentos feitos ao ex-diretor da área internacional da Petrobras Nestor Cerveró e no qual a presidente Dilma teria interferido ao menos três vezes nos processos contra executivos de empreiteiras presos pela Lava Jato.
A nota divulgada por Delcídio diz que nem ele e "nem sua defesa confirmam o conteúdo da matéria assinada pela jornalista Débora Bergamasco".
Não conhecemos a origem, tão pouco reconhecemos a autenticidade dos documentos que vão acostados ao texto
Delcídio Amaral e Antônio Figueiredo Basto, advogado do petista
A diretora da sucursal da revista "IstoÉ" em Brasília e autora da reportagem que cita a suposta delação de Delcídio, Débora Bergamasco, reafirmou a autenticidade das informações divulgadas pela revista e disse que a publicação iria divulgar uma nota sobre o assunto ainda nesta quinta-feira. "A gente reafirma, sim, o que publicamos. Temos a comprovação de que esse acordo tramitou pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Está tudo registrado", afirmou.
No início da noite desta quinta-feira, a revista "IstoÉ" publicou uma nota em seu site contestando as declarações de Delcídio e de seu advogado. Segundo a nota, o suposto depoimento citado pela revista "foi colhido por integrantes da Operação Lava Jato" e que "a deleção de Delcídio aguarda a homologação no STF".
Sobre a hesitação de Delcídio em confirmar o acordo, a revista disse que "antes que as delações premiadas sejam homologadas pela Justiça, é procedimento padrão que os delatores neguem seus depoimentos, sob pena de terem a acordo negado posteriormente". A nota termina dizendo que o acordo citado pela revista "foi firmado com os procuradores e as declarações foram prestadas, mas o processo aguarda a aprovação do ministro Teori Zavaski". 
A nota de Delcídio, assinada por ele e por um de seus advogados, Antônio Augusto Figueiredo Basto, prossegue dizendo que, "em momento algum, nem antes, nem depois da matéria, fomos contatados pela referida jornalista para nos manifestarmos sobre a fidedignidade dos fatos relatados".
Apesar de não confirmar o conteúdo da reportagem, a nota também não contesta o teor do que foi relatado.

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