◘ PORQUE A RELIGIÃO AINDA EXISTE??

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Houve um tempo em que era praticamente impossível não acreditar em Deus. A vida tinha (e possivelmente ainda tem) muitos mistérios, e a ação divina era a única explicação plausível algum tempo atrás, de acordo com o articulista Hank Campbel. Por exemplo, como o homem poderia explicar a subida e descida do nível do mar? Ou então, por que a terra fica fértil? Por que as estrelas estão no céu?

De acordo com o autor do artigo, dois eventos importantes que aconteceram no mundo supostamente deveriam ter acabado com a religião: o mundo ficou menor – fazendo com que pessoas de diferentes culturas entrassem em contato – e a Ciência surgiu – fornecendo explicações para muitos dos questionamentos humanos.

Contudo – e ao contrário do que Nietsche acreditava – a religião não morreu. Apesar da capacidade científica para explicar profunda e amplamente leis naturais, as pessoas não abandonaram suas religiões.

Para muitos pensadores a religião não é nem ao menos uma forma de moral. Ela teria diferentes significados entre grupos de pessoas. Por exemplo, há quem diga que ela fale sobre amor e compaixão, mas também, há quem mate seus semelhantes em nome de um deus.

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De acordo com Campbel, certamente, cada religião tem seus problemas de público. Por exemplo, os católicos precisam lidar com os casos de pedofilia envolvendo seus padres, os mulçumanos como o fato de serem taxados de terroristas, os evangélicos, com a questão do conservadorismo que marginaliza minorias, etc. Até mesmo os ateus sofrem, neste caso pela falta de credibilidade. 

Seja qual for o resultado dessa disputa entre culturas religiosas, há um dado surpreendente sobre ela. Em 1933, cerca de 40% dos cientistas eram religiosos, e até 2009 essa porcentagem permaneceu praticamente a mesma, segundo Campbel. Logo, como isso seria possível se a Ciência e religião, culturalmente, são consideradas inimigas?
Ao que tudo indica, a religião ainda possui certos benefícios. Vemos isso quando há problemas sociais em países subdesenvolvidos e grupos religiosos se mobilizam para amenizá-los. Entre os dependentes químicos que podem buscar ajuda em comunidades religiosas prestativas. Há ainda fiéis que trabalham recolhendo fundos, roupas e alimentos para ajudar os mais necessitados a nível internacional.

Não podemos esquecer também dos ateus engajados. Porém, o autor faz um certo adendo a isso: segundo ele, alguns ateus estão mais propensos a se associarem a causas políticas, enquanto os religiosos aos assuntos sociais. 

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A religião, então, continua a manter seu lugar na sociedade, algo que para os cientistas é fascinante. Não é raro encontrarmos estudos que associam religiosidade com longevidade e menor risco de desenvolvimento de doenças. O fato é que a religião domina a sociedade há anos, e por isso, desapegar dela levaria muito tempo.

Por fim, ele lembra que antigamente, quando a religião estava em maior evidência, as doenças eram “resolvidas” por curandeiros. Mas agora que temos o avanço científico ao nosso lado, será que podemos considerar que, em um futuro não muito distante, os problemas morais e espirituais também possam ser resolvidos pela Ciência?
[ Science 2.0 ] [ Foto: Reprodução / Pixabay / Pixabay / Pixabay ]

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