“Nunca me Calarei”,
mostra do fotógrafo carioca Marcio Freitas, está na Câmara Legislativa do
Distrito Federal. O projeto, que veio para Brasília no mês de agosto no ensejo
de celebrar os 10 anos da Lei Maria da Penha, permanece na Casa até o dia 30 de
agosto e segue para a Casa da Mulher Brasileira, também em Brasília.
As fotografias tiveram sua primeira exposição na Praia de
Copacabana, no dia 6 de junho, e uma segunda exposição no vão do MASP, no dia
10 de junho, obtendo repercussão na mídia nacional e internacional. A terceira
exposição se deu na estação Luz do metrô da cidade de São Paulo, no dia 8 de
agosto, e depois veio para Brasília.
“O impacto visual dos painéis, pelo tamanho e beleza das fotos,
são os responsáveis por gerar grande sucesso”, afirma Marcio Freitas. “Nunca me
calarei” nasceu da vontade do fotógrafo expressar, para além da dor física, as
marcas indeléveis que ficam na alma daquela que passa por uma situação de
estupro ou violência sexual. As fotos dos painéis mostram o foco nos olhares de
diversas mulheres que concordaram em participar do projeto e relatar os casos
de abuso ou violência (ou tentativa de) que sofreram. Por trás de cada foto,
uma história real.
Em parceria com a Subsecretaria de Projetos Institucionais e
Sociais da Defensoria Pública do DF e com a CLDF, o projeto chegou a capital
trazendo 12 fotos, sendo este o número que representa, em média, a quantidade
de mulheres que sofrem agressões por hora no Brasil.
– Tive a oportunidade de ver essa exposição no Rio de Janeiro,
conheci as mulheres das fotos, pude escutar o que elas tinham a dizer e esse
projeto está mudando vidas. Precisamos levar isso adiante, as pessoas não podem
mesmo se calar. O Silêncio do oprimido só traz benefícios ao opressor, e não
podemos deixar que isso aconteça”, afirma Junior Almeida, Subsecretário de Projetos
Institucionais e Sociais.
“Nós verificamos tanto no Brasil, como em outras nações, o
desrespeito à mulher. A mulher foi vista ao longo dos anos, muitas vezes, como
um objeto. A violência sexual transmite a cultura de que a mulher pode e tem
que ser dominada. Então, a Defensoria Pública combate toda forma de
discriminação e violência contra a mulher”, declarou a Subdefensora
pública-geral, Karla Núbia, que ressaltou a importância do Núcleo de
Assistência Especializado da Defesa da Mulher.
A exposição, que deve ficar em Brasília até o fim de Setembro,
deseja levar o projeto para todos os Estados brasileiros e depois segue pro
Chile, em Chapeco e Santiago.
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