13/09/2016
Fontes
do planalto informaram que Temer desconfia de supostas gravações que estariam
em poder do ex-deputado Eduardo Cunha, acusado de corrupção na
Operação Lava-Jato.
A suspeita surgiu de um encontro recente com Cunha no Palácio do
Jaburu, residência oficial de Temer.
Cunha teria ‘alertado’ Temer sobre certas parcerias dos dois no passado.
O presidente em exercício teria
reagido às indiretas do deputado, segundo relato uma pessoa ligada a um
assessor do peemedebista.
A ligação entre os dois não é algo
recente. O político Ciro Gomes já se denunciou várias
vezes que a dupla atuava em conjunto.
De acordo com Ciro, Cunha comercializava
leis sob as “bençãos” de Temer, presidente da Casa entre 2009 a 2010.
Para piorar ainda mais as coisas, em
dezembro de 2015 o PRG Rodrigo Janot chegou a reunir provas em
que Michel Temer (PMDB) teria recebido R$ 5 milhões do dono da OAS, José
Adelmário Pinheiro, um dos empreiteiros condenados no escândalo de propinas da
Petrobras.
Em uma troca de mensagens via WhatsApp
entre Pinheiro e Eduardo Cunha (PMDB-RJ), aparece uma “menção” em que
Cunha reclama que o empreiteiro pagou a Temer e deixou “adiado” o repasse
a outros líderes do PMDB.
Eduardo Cunha questionou o dono da
OAS por ter pago R$ 5 milhões para Temer e deixado o resto
da ‘turma’ a ver navios, afirmou o PGR, conforme a reprodução feita no
documento assinado pelo ministro do STF, Teori Zavascki.
NOTA DA
REVISTA VEJA DESTE FIM DE SEMANA
Um
interlocutor de Eduardo Cunha saiu apavorado de uma conversa recente com o
político.
Bem ao seu estilo, em que recobre a megalomania com tonitruâncias, o
ex-presidente da Câmara soltou uma ameaça retumbante: “Eu vou
para a cadeia, mas não vou sozinho”.

Nenhum comentário:
Postar um comentário