► A ESTRANHA AUSÊNCIA DE DELAÇÕES DO PODER JUDICIÁRIO.



Publicado
em 18 de abr de 2017
Paulo Pimenta fala no video sobre o
pronunciamento da Eliana Calmon: 

“Delação da Odebrecht sem pegar Judiciário não
é delação”. 

A ministra aposentada do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Eliana
Calmon comenta a repercussão de suas declarações ao jornalista Ricardo Boechat,
da revista IstoÉ, de que “delação da Odebrecht sem pegar Judiciário não é
delação”.



Calmon afirma que não quis insinuar que exista especificamente algum juiz
corrupto em qualquer esfera do Poder Judiciário brasileiro, mas reiterou que
acha “muito estranho” a construtora “quase nunca perder uma ação na Justiça” e
“nunca ter sido suspeita em nenhuma das licitações” das várias que já venceu no
Brasil.



“Nessa república louca que é o Brasil, temos aí o Executivo e o Legislativo
altamente envolvidos nas questões da Odebrecht, de acordo com as delações no
âmbito da Operação Lava Jato. Tem-se aí pelo menos uns 30 anos em que a
Odebrecht ganha praticamente todas as ações na Justiça. 

O Judiciário nunca toma
uma posição contrária à empresa? Será que o Judiciário é o mais correto dos
poderes? 

Em todas essas inúmeras licitações que a Odebrecht já ganhou no Brasil
nunca a Justiça encontrou nada suspeito sem que precisasse alguém denunciar”,
questiona a ministra em entrevista ao jornal Tribuna da Bahia.



Eliana Calmon disse que não tem uma estimativa de quando nem como se dará o
desfecho da Operação Lava Jato, cuja investigação começou sobre um esquema de
corrupção que assolou a Petrobras por meio de pagamento de propina de
empreiteiras a políticos. 

“O fim da Lava Jato é uma incógnita. Eu acho que
ninguém esperava toda essa dimensão que a investigação ganhou. 

Acredito que a
Odebrecht tenha ficado por último porque seria de fato o maior impacto com as
delações de seus executivos”.



O ex-presidente da construtora Marcelo Odebrecht e os demais executivos que já
depuseram na Lava Jato já delataram Michel Temer, o ex-presidente Lula, nove
ministros e ex-ministros de Estado, 12 senadores e ex-senadores, quatro
governadores e ex-governadores, 24 deputados federais, três servidores, dois
vereadores e um empresário. 

E como destaca Eliana Calmon, não há nenhuma
denúncia contra nenhum membro do Poder Judiciário. 

De nenhuma esfera. 

“É
impossível levar a sério essa delação caso não mencione um magistrado sequer”,
completa baiana.

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