🔮 STF CONTRA O BRASIL: MINISTROS DECIDEM E CONTAM COM O ESQUECIMENTO DO BRASILEIRO.


O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, disse nesta segunda-feira (12) Ă  TV Globo que os juĂ­zes nĂŁo receberĂŁo cumulativamente o reajuste nos salĂĄrios e o auxĂ­lio-moradia.
Segundo ele, quando o aumento for confirmado, o benefĂ­cio do auxĂ­lio-moradia – nos moldes como Ă© concedido atualmente – aos magistrados serĂĄ revogado.
"Os juízes não receberão cumulativamente recomposição e auxílio-moradia. Tão logo implementada a recomposição, o auxílio cairå", afirmou Fux, relator de açÔes que tratam do auxílio no STF.
Na semana passada, o Senado aprovou o aumento de 16,38% para os ministros do STF – o vencimento passarĂĄ de R$ 33,7 mil para mais de R$ 39 mil a partir do ano que vem se o presidente Michel Temer sancionar o projeto.
O fim do auxĂ­lio-moradia Ă© uma das alternativas negociadas entre o PalĂĄcio do Planalto e o STF para reduzir o impacto do reajuste de 16,38%.
Embora o Supremo tenha recursos no prĂłprio Orçamento para pagar o reajuste, a questĂŁo preocupa o governo federal porque o aumento Ă© automĂĄtico para a magistratura e integrantes do MinistĂ©rio PĂșblico. AlĂ©m disso, tambĂ©m reflete no teto do funcionalismo pĂșblico. O benefĂ­cio, atualmente em cerca de R$ 4 mil mensais, foi garantido a todos os juĂ­zes do Brasil por meio de liminares (decisĂ”es provisĂłrias) concedidas pelo ministro Fux em 2014.
A expectativa inicial era de que as açÔes sobre a validade do auxílio-moradia fossem julgadas no plenårio pelos 11 ministros do Supremo. Nessa hipótese, o fim do auxílio dependeria de a maioria do STF concordar com a revogação do benefício.
O Conselho Nacional de Justiça e o Conselho Nacional do MinistĂ©rio PĂșblico (CNMP) regulamentaram o benefĂ­cio a todos os integrantes com base nas liminares. Para que o benefĂ­cio deixe de vigorar para todos, basta que as liminares tambĂ©m sejam revogadas. O ministro Fux pode, numa decisĂŁo individual, revogar as liminares que estenderam o benefĂ­cio, mas nĂŁo deu detalhes sobre como e quando farĂĄ isso.
De qualquer forma, ainda serĂĄ necessĂĄrio que o plenĂĄrio do Supremo se manifeste sobre a validade do benefĂ­cio.

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