Publicado
em 6 de jan de 2018
em 6 de jan de 2018
O
presidente Michel Temer foi surpreendido com uma correspondência não muito
agradável vinda do Supremo Tribunal Federal (STF). A carta foi entregue nesta
última quarta-feira (03) e está assinada pela ministra e presidente da Corte,
Cármen Lúcia. Mesmo se dirigindo ao presidente com muito respeito e honraria, a
ministra levou a ele um assunto que pode complicar e muito a sua vida. Foi
encaminhado para Temer uma lista com inúmeras perguntas da Polícia Federal (PF)
que deverão ser respondidas num prazo determinado. O conteúdo das perguntas é
sobre uma investigação poderosa que está em curso sobre suspeitas de
favorecimento indevido ao setor portuário. Podemos dizer que é um tipo de
interrogatório, onde Temer terá que explicar o motivo do decreto presidencial que
mudou as regras de concessões das áreas dos portos. A situação do peemedebista
é preocupante, já que as mudanças favoreceram atuais empresas concessionárias.
O prazo de contrato para elas foi aumentado em 10 anos, podendo ser prorrogado
para muito mais ainda. Nas perguntas da PF, existe uma certa suspeita de que
Temer teria sido beneficiado com dinheiro de propina. O responsável em elaborar
todas as perguntas é o delegado Cleyber Malta Lopes. Além do presidente,
existem muitos outros parlamentares envolvidos, principalmente os seus aliados.
Um deles é o ex-deputado Rodrigo da Rocha Loures, que foi flagrado há alguns
meses com R$ 500 mil em uma mala, que seria entregue à JBS. As denúncias contra
o presidente vieram da Procuradoria-Geral da República (PGR). Uma delas é por
recebimento de dinheiro irregular e outra por esquema criminoso de corrupção.
Essas duas foram barradas na Câmara dos Deputados, porém, a terceira pode dar
muita dor de cabeça para ele. O STF deu o prazo de 15 dias para o presidente
responder às perguntas sobre o caso dos portos e dessa forma, o inquérito
caminhará para a fase final. As perguntas mais contundentes estão mais para o
final. A PF quer saber se Temer recebeu algum tipo de caixa dois ou doação para
que pudesse publicar o decreto presidencial beneficiando algumas empresas.
Temer deverá falar também pelos seus aliados e qualquer divergência poderá ser
fatal. A PF quer saber se o presidente tomou alguma providência ao perceber
erros nas concessões e pede para ele detalhar todas as circunstâncias
envolvidas no processo. A empresa Rodrimar pode ter sido uma das mais
beneficiadas e existia uma grande relação do Governo com ela.
presidente Michel Temer foi surpreendido com uma correspondência não muito
agradável vinda do Supremo Tribunal Federal (STF). A carta foi entregue nesta
última quarta-feira (03) e está assinada pela ministra e presidente da Corte,
Cármen Lúcia. Mesmo se dirigindo ao presidente com muito respeito e honraria, a
ministra levou a ele um assunto que pode complicar e muito a sua vida. Foi
encaminhado para Temer uma lista com inúmeras perguntas da Polícia Federal (PF)
que deverão ser respondidas num prazo determinado. O conteúdo das perguntas é
sobre uma investigação poderosa que está em curso sobre suspeitas de
favorecimento indevido ao setor portuário. Podemos dizer que é um tipo de
interrogatório, onde Temer terá que explicar o motivo do decreto presidencial que
mudou as regras de concessões das áreas dos portos. A situação do peemedebista
é preocupante, já que as mudanças favoreceram atuais empresas concessionárias.
O prazo de contrato para elas foi aumentado em 10 anos, podendo ser prorrogado
para muito mais ainda. Nas perguntas da PF, existe uma certa suspeita de que
Temer teria sido beneficiado com dinheiro de propina. O responsável em elaborar
todas as perguntas é o delegado Cleyber Malta Lopes. Além do presidente,
existem muitos outros parlamentares envolvidos, principalmente os seus aliados.
Um deles é o ex-deputado Rodrigo da Rocha Loures, que foi flagrado há alguns
meses com R$ 500 mil em uma mala, que seria entregue à JBS. As denúncias contra
o presidente vieram da Procuradoria-Geral da República (PGR). Uma delas é por
recebimento de dinheiro irregular e outra por esquema criminoso de corrupção.
Essas duas foram barradas na Câmara dos Deputados, porém, a terceira pode dar
muita dor de cabeça para ele. O STF deu o prazo de 15 dias para o presidente
responder às perguntas sobre o caso dos portos e dessa forma, o inquérito
caminhará para a fase final. As perguntas mais contundentes estão mais para o
final. A PF quer saber se Temer recebeu algum tipo de caixa dois ou doação para
que pudesse publicar o decreto presidencial beneficiando algumas empresas.
Temer deverá falar também pelos seus aliados e qualquer divergência poderá ser
fatal. A PF quer saber se o presidente tomou alguma providência ao perceber
erros nas concessões e pede para ele detalhar todas as circunstâncias
envolvidas no processo. A empresa Rodrimar pode ter sido uma das mais
beneficiadas e existia uma grande relação do Governo com ela.
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