550 Spyder: uma volta no carro de James Dean

550 Spyder: uma volta no carro de James Dean

Conheça o modelo que ficou famoso nas mãos do ator


550 Spyder: uma volta no carro de James Dean
550 Spyder: uma volta no carro de James Dean
550 Spyder: uma volta no carro de James Dean
Basta uma busca rápida pela internet colocando como palava-chave “550 Spyder” que uma série de referências ao ator James Dean e seu “Little Bastard” de número 130 irão aparecer. De fato, homem e máquina ficaram gravados para sempre. Mas a história do modelo é bem mais completa.
 
O 550 foi apresentado pela primeira vez em 1953. Ele nasceu da necessidade da Porsche em ter um carro rápido para vencer corridas e que pudesse combinar a relação peso- potência de forma a permanecer no pelotão da frente. E a estratégia deu certo.
 
Não demorou muito pra que o esportivo com motor entre-eixos ganhasse notoriedade. O motor utilizado era o famoso “four cam”, com quatro comandos de válvula e apenas 1,5 litro. Um bloco histórico e que tem apenas dois exemplares no Brasil (ambos 356). Trarei um deles em breve.
 
As vitórias do 550 são notórias, como nas “24 Horas de Le Mans”, Mille Miglia e Carrera Panamericana. Isso para citar apenas três delas. A ignição do lado esquerdo servia justamente para isso: o piloto entrava rápido, podia dar a partida e, quase ao mesmo tempo, engatar a primeira. Boa idéia dos alemães.
 
Aqui no Brasil a Chamonix foi a fabricante mais conhecida das réplicas do modelo. O clássico da matéria é uma delas. Mas ganhou acabamento individualizado e pode ser chamado de recriação, uma denominação das réplicas idênticas aos modelos originais no exterior.
 
Vamos aos detalhes. A perfeição é impressionante, a começar pelas rodas de cinco furos, pára-brisa pequeno e itens como o freio de mão, bomba de gasolina, tanque de combustível de alumínio e o retrovisor aerodinâmico.
 
O motor boxer de 1,5 litro conta com carburadores duplos Weber 40 e entrega aproximadamente 100 cv. Isso é suficiente, conjugado ao baixo peso e perfil da carroceria, bem próxima do chão. O escapamento esportivo dá o tom durante as acelerações.
 
A parte mais divertida desse trabalho é guiar. E o volante banjo de grande diâmetro passa uma idéia clara do que era correr na época. Basta uma pisada de leve para ouvir o ronco do motor boxer e sentir a adrenalina subir. O câmbio tem quatro marchas e a alavanca é curta.
 
Após um passeio e o vento soprando nos cabelos, hora de me despedir. Realmente uma experiência única. Por essa razão usamos o capacete – de época – no melhor estilo Le Mans. Falando na prova de endurance mais famosa do mundo, na próxima semana andaremos na versão moderna do Ford GT, um dos sete exemplares que chegaram ao Brasil.

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