◘ JUIZA CONSERVADORA REPERCUTE NA INTERNET AO MANDAR RECADO INIGMÁTICO A ELEVADO FIGURÃO
Juíza
conservadora repercute na internet ao mandar recado enigmático a ‘elevado
figurão da magistratura nacional’ A juíza Ludmila Lins Grilo, conhecida por
defender pontos de vista conservadores, causou impacto nas redes sociais com um
texto dirigido a um “elevado figurão da magistratura nacional”. No texto, a
magistrada utiliza, ironicamente, uma linguagem excessivamente formal para
mandar uma dura mensagem. Ouça o texto da juíza Ludmila Lins Grilo:
“Tu, ó
elevado figurão da magistratura nacional: soube que passas teus dias traçando
estratégias para me neutralizar. “Como ousa desafiar-nos a neófita?”
És
deprimente. Tentas desesperadamente angariar colegas simpáticos à tua causa de
querer me eliminar, mas sei que estás em dificuldade: ninguém te leva a sério.
Não deve ser fácil ocupar cargo tão elevado e obter nem meia dúzia de adeptos
para a perseguição que desejas iniciar. Teu cargo é tudo que tens - tua própria
substância -, por isso temes perdê-lo tal como tua própria vida.
Projetas teus
medos em mim, como se meus medos fossem os mesmos que os teus. Achas que
compartilho de tua miséria. Sim, se teu cargo é tua vida, és miserável.
Desconheces por completo o sentido de tua própria existência. Tens as pernas
trêmulas só de pensar em perder teu cargo e tua posição - e borras as calças só
de pensar na possibilidade. Enquanto lês estas palavras, sentes raiva.
Neste
momento, procuras meios de calar quem te perturba a alma e desnuda tua inépcia.
Estás nu diante de tua própria consciência. Tua ira é compreensível - e até
mesmo previsível: é bíblica.
As coisas são assim desde o início dos tempos.
Procuras meios de me calar porque te causo incômodos.
Logo eu, que consideras
tão pequena e insignificante, causando-te incômodos, ó imponente figurão da
República! Não te envergonhas?
És tão grande e de importância tão monumental,
por que te afliges com uma reles como eu?
Minhas palavras te atingem
diretamente, ou ao teus benfeitores, de quem vives de lamber as botas - única
forma que tens de ter alguma relevância na vida. És lamentável. Saber que a
obtenção de algum valor nessa vida dependeu de alguém que gentilmente
concedeu-te um cargo - e ainda assim não receber o alto reconhecimento que
desejarias - deve ser desesperador. És mesmo um miserável. Perdes tuas noites -
e tua vida - em claro preocupando-se em como eliminar do mapa miudezas como eu,
enquanto eu até ontem desconhecia tua fixação em mim por completo: costumo
mesmo dedicar minha atenção a coisas mais elevadas.
Sou-te desagradável e
inconveniente, pois, quando apareço, tu te vês defronte à imensidão de tua
ignorância.
Eliminar-me é como tirar o sofá da sala: estarás satisfeito ocultando
tua decadência que continuará a existir.
És um completo engodo: passar toda uma
vida posando de erudito e tendo de fingir possuir uma capacidade que não tem,
além de deprimente, deve dar um trabalho dos diabos.
Recebo afetos espontâneos
que jamais receberás, porque o ser humano corre naturalmente na direção do que
os instintos dizem ser-lhe bom.
Contigo isso jamais acontecerá, pois és uma
falsificação grotesca de virtudes: não emanas positividade alguma.
Minhas
palavras podem significar, para ti, o descortino de algo que tu gostarias que
permanecesse incógnito e incompreendido, pois te beneficias de certos segredos
inconfessáveis.
Nesse caso, lamento. Não tenho rabo preso como tu tens - e
quero mais é que te lasques.
Deve ser mesmo incômodo ver opiniões que te são
repulsivas receberem tamanha aceitação pública.
Sei que não tens muita afeição
ao contraditório e à divergência - embora exerças a magistratura -, tampouco à
liberdade de expressão de que dizes ser defensor.
És hipócrita.
Aceitas amizades
cabulosas e favores de figurões duvidosos que possam te beneficiar, ao mesmo
tempo que enxergas em mim o mal a ser extirpado.
Teu aleijado senso das
proporções é a própria representação da destruição total do que restou de tua
inteligência e de teu caráter. Sei bem que, ao ler estas palavras, não
desenvolverás a humildade ou qualquer destas virtudes que não possuis - isso
seria um comportamento dos fortes de espírito, e não de homenzinhos gelatinosos
de perninhas trêmulas.
Sentes raiva: estás vermelho e teus dentes rangem,
correto? Sofres uma ardência no tórax como se tivesses tomado ácido. Já sei: já
estás correndo ao teu grupo de zap, tentando achar algum meio legal de me
descartar, mas não consegues nem a lei, nem o apoio.
Não és levado a sério. Tua
fortuna é que o teu estado de completa indigência espiritual não é estanque: é
possível evoluir até o fim de nossas vidas.
Ainda há tempo e salvação. Boa
sorte. Com esta vida de bosta e sem sentido, vais mesmo precisar”.
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