Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/pt-aposta-no-medo-na-propaganda-do-partido-na-tv-12474027#ixzz31q5NIeFp
© 1996 - 2014. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.
BRASÍLIA -
Em uma investida que surpreendeu e foi vista pelos adversários como uma tentativa desesperada de estancar a queda da presidente Dilma Rousseff nas pesquisas de intenção de votos, o marqueteiro João Santana produziu um vídeo plagiando o polêmico e criticado discurso do medo, usado pelo PSDB em 2002 na campanha do tucano José Serra contra Lula, tendo como protagonista a atriz Regina Duarte.
Com locução do ator Antônio Grassi, o filmete foi veiculado na noite deste terça-feira e mostra famílias sendo expulsas do campo, trabalhadores perdendo o emprego, e crianças, sem escola, lavando carros em semáforos. No final, aparece na tela um alerta contra a volta dos fantasmas do passado.
No filmete de 2002, Regina Duarte, com semblante crispado, diz que o Brasil corre o risco de perder a estabilidade conquistada, que o Brasil conseguiu conquistar muita coisa e não dava para “ir tudo para a lata do lixo”.
Em outro trecho, ela diz que há dois candidatos, que um, Serra, ela conhece, que é o homem dos medicamentos genéricos e da política de combate a AIDS, o outro, Lula, ela conhecia, mas não conhece mais:
“Tudo o que ele dizia, mudou muito. Isso dá medo na gente. Outra coisa que dá medo é a volta da inflação desenfreada. Eu voto em Serra, voto sem medo”, diz o comercial tucano de 2002.
Com mensagem subliminar parecida, o filme do PT mostra o que seriam conquistas exclusivas do governo petista, com mães de famílias com filhos e acesso a escola e remédios, opostas a imagens de desempregados, com olhares tristes e assustados, desempregados e crianças passando fome nas ruas. Essas imagens são associadas aos “fantasmas do passado” que não poderiam retornar .
“Não podemos deixar que os fantasmas do passado voltem e levem tudo o que conseguimos” e “não podemos dar ouvidos a falsas promessas”, diz o locutor, numa referência ao discurso dos adversários Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB), que falam em medidas impopulares. Dilma tem batido forte nessas promessas, insinuando que vão trazer desemprego e arrocho salarial.
O uso do discurso do medo em campanhas políticas não é algo novo e não é exclusividade do Brasil. No Chile, em 1988, a campanha pela manutenção da ditadura de Augusto Pinochet também utilizava essa estratégia. A campanha do SIM, pela continuidade de Pinochet no poder, afirmava que os chilenos não podiam deixar que se repetisse o que acontecia no país antes daquele governo, e mostrava pessoas dizendo que não queriam a volta da inflação, pobreza, desemprego e da fome.
VEJA TAMBÉM
- Para cientistas políticos, discurso do medo do PT dá início a tom radical da campanha
- Solidariedade formaliza apoio a Aécio e oferece vice para chapa
- Governador de Minas Gerais defende que PP apoie Aécio
- Por São Paulo, PSB pode romper acordo com Aécio em Minas e Pernambuco
- AGU defende doações de empresas para campanha, mas cobra regulação
- Dilma critica governo de SP e diz que faltou planejamento para seca
- Kassab diz que não há problema em ser vice do PSDB em SP
- FH: há possibilidade de o PSDB ter ‘chapa puro-sangue’
- Para Campos, “mente” quem promete reforma tributária da noite para o dia
- ‘PT é página virada’, diz ministro Dias Toffoli antes de assumir o TSE
- Marina diz que sua chapa à Presidência não reproduzirá lógica de disputa entre PT e PSDB
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/pt-aposta-no-medo-na-propaganda-do-partido-na-tv-12474027#ixzz31q4fXkTw
© 1996 - 2014. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.
Nenhum comentário:
Postar um comentário