Em viagem para discutir queda do preço do petróleo, presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, pode ser impedido de retornar ao poder; segundo o jornal El Nuevo Herald, comandantes militares e forças auxiliares de segurança se reunirão com o PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela, atualmente no poder) para articular a intervenção
14 DE JANEIRO DE 2015
Em viagem oficial na China, Rússia e Irã, para discutir a queda do preço do petróleo, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, poderá sofrer um golpe de Estado.
Segundo o jornal El Nuevo Herald, comandantes militares e forças auxiliares de segurança (coletivos) se reunirão com o PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela, atualmente no poder) para impedir a volta de Maduro ao poder.
A movimentação também foi confirmada em relatório da empresa de inteligência corporativa Stratfor denominado “Guia Analítico, considerando um Golpe de Estado da Venezuela”, que circula na internet desde ontem.
Do R7
Crise de desabastecimento provoca pedidos de renúncia do presidente Nicolás MaduroGetty Images
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, estaria frente a uma ameaça de intervenção militar para tirá-lo do governo organizada pelas forças militares e associações ligadas ao chavismo.
As informações foram fornecidas na segunda-feira (12) em um documento da empresa de inteligência corporativa Stratfor em um relatório denominado “Guia Analítico, considerando um Golpe de Estado da Venezuela” que já está sendo espalhado na internet.
Segundo informações do jornal El Nuevo Herald, comandantes militares e forças auxiliares de segurança (coletivos) se reunirão com o PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela, atualmente no poder) para impedir que Nicolás Maduro volte ao poder quando retornar ao país.
O atual presidente está em viagem oficial na China, Rússia e Irã, para discutir as consequências na baixa do preço do petróleo e o seu impacto na Venezuela. O mandatário está acompanhado pela sua família e o ministro de Defesa, Vladimir Padrino Lopez. Não há data prevista para o seu retorno.
Alguns coletivos venezuelanos já estariam exigindo publicamente a renúncia de Maduro, por causa da sua incapacidade para solucionar o desabastecimento do país. A população também reclama do sistema de corrupção presente nos funcionários do Estado.
Em declarações do relatório da Stratfor, integrantes do governo federal estariam planificando medidas extremas, motivadas pela crise econômica.
Problemática Nacional
A complexa situação política e a crise da renda petroleira estariam provocando mais dificuldade para que Maduro consiga controlar as forças chavistas. A ameaça de golpe militar indica como principal motivo o desabastecimento no país. A população levaria aproximadamente oito horas diárias em filas para conseguir comprar produtos nos supermercados.
Economistas afirmam que o retrocesso da Venezuela é um problema de mais de 18 meses nos quais nenhuma medida eficiente foi realizada para encarar a crise. A situação é uma das mais críticas pelas que o país já atravessou.
Até o momento, o mandatário não manifestou nenhuma alternativa de solução. E a crise petroleira poderá influenciar em curto prazo ainda mais o desabastecimento.
Pressionado, Maduro já teria solicitado à China um empréstimo de 16 mil milhões de dólares durante sua visita ao país. No entanto a situação econômica da Venezuela pode complicar a aquisição deste, detalhou o relatório.
Desprotegido
Não é a primeira vez que a Venezuela protesta contra Maduro. Porém as reações da população são muito diferentes desta vez.
No ano passado, o presidente Nicolás Maduro contou com o apoio da Guarda Nacional e a proteção dos coletivos. No entanto, os confrontos diversos entre agentes policiais e os próprios coletivos mencionados transformaram a opinião da polícia como contrária ao governo.
O relatório ainda menciona que, em caso acontecer um golpe militar, a sorte de Maduro seria diferente.
Segundo as opiniões públicas do Coletivo 5 de Março, que perdeu alguns dos seus integrantes em confrontos com a polícia, o apoio ao presidente hoje é impossível. Na sua conta do Twitter, na semana passada o grupo declarou “ Exigimos que o presidente Maduro renuncie assim como todas as pessoas do seu governo antes de que sangue seja derramado”.
O coletivo também realizou um chamado à população, expressando que é preciso aceitar que o governo da Venezuela não presta mais para o país.
Nenhum comentário:
Postar um comentário