
Deputado Waldir Maranhão (PP-MA) (Geraldo Magela/Ag. Senado)
Em rápido pronunciamento "aos
brasileiros", o presidente em exercício da Câmara, Waldir Maranhão
(PP-MA), rebateu o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e negou que
tenha tomado a decisão de anular o impeachment por "brincadeira" com
a democracia, como afirmou o peemedebista no plenário.
Renan ignorou a decisão
monocrática de Maranhão e deu seguimento ao processo.
Maranhão disse que tomou
sua decisão com base na Constituição, falou sobre sua trajetória profissional e
encerrou o pronunciamento sem responder perguntas de jornalistas.
"Tenho
consciência o quanto esse momento é delicado, momento em que nós temos o dever
de salvar a democracia e o debate", afirmou.
"O nosso país tem
salvação pela democracia, pelo embate, pelo combate e o rigor das leis que dá
ao cidadão as suas garantias individuais".
Maranhão aproveitou para se
apresentar ao país: disse que é "filho de pais humildes", que se
graduou em veterinária e foi por duas vezes reitor universitário no Maranhão.
"Os mais humildes não podem ser marginalizados", afirmou.
Ele foi
ciceroneado pelo líder do governo, José Guimarães (PT-CE) e deputados do PT e
do PCdoB.
Também estava ao lado de Maranhão o vice-líder do governo Silvio
Costa (PTdoB-PE).
Os governistas agora instam Maranhão e o advogado-geral da
União, José Eduardo Cardozo (PT), um dos artífices da decisão de Maranhão, a
acionar o Supremo Tribunal Federal para tentar forçar o Senado a paralisar o
andamento do impeachment.
(Felipe Frazão, de Brasília).
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