
Lula acompanhou o
impeachment petiscando camarão e bebendo uísque no Palácio da Alvorada
A revista Veja faz um relato assombroso, assustador e engraçado
dos últimos dias de Dilma Rousseff no poder.
Isolada no Palácio da Alvorada,
até dos criados, que considera espiões, Dilma ainda tem seus famosos ataques de
fúria, demite funcionários que erraram o ponto dos ovos cozidos do café da
manhã, arremessa objetos, grita e diz palavrões.
A reportagem traz ainda um
relato pitoresco da atitude de Lula durante a votação do impeachment:
“Dilma assistiu à votação do impeachment na Câmara meio
perplexa, meio mesmerizada.
Junto com ela, na biblioteca do Palácio da
Alvorada, estavam ministros, governadores e parlamentares.
Lula também foi ao
palácio, mas ficou a maior parte do tempo na área da piscina – almoçou bacalhau
e passou o resto do dia bebendo uísque e petiscando camarões.
Fizeram-lhe
companhia os ministros Jaques Wagner, Ricardo Berzoini, Armando Monteiro e o
deputado Sílvio Costa (PT do B)”.
No Palácio da Alvorada, recolhida aos aposentos privativos no 2º
andar, evita até mesmo lidar com os servidores, que trata como
espiões ou espectadores incômodos do seu calvário.
Na hora das refeições, a
comida sai da cozinha e é enviada às dependências presidenciais por um
elevador.
Os servidores só ficam sabendo como anda o humor da chefe quando ela
liga para a cozinha reclamando de algo (o fracasso em servir ovos cozidos no
“ponto Dilma” – gema mole e clara dura – já derrubou ao menos um taifeiro).
O humor de Dilma nunca esteve tão ruim, relata a Veja:
“Tendo ocupado cargos gerenciais na maior parte da vida,
aprendeu sobretudo a mandar.
Subordinados conhecem bem o seu estilo.
A presidente quer tudo para ontem (“Te dou meio segundo pra me trazer essa
informação”).
Acha que entende de qualquer assunto (“O que ocê tá falando é uma
besteira. Olha aqui, lição de casa pra você”).
Impacienta-se diante de um
trabalho que considera malfeito (“Ocês só fazem porcaria, só fazem m., pô”).
Quando está exasperada, não deixa o interlocutor terminar as frases (“Ô… ô… ô,
querido: negativo. Pode parar já”).
Por fim, nos momentos de grande fúria, pode
mesmo lançar objetos sobre o seu interlocutor (grampeadores de seu gabinete já
tiveram de ser repostos mais de uma vez).”
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