
Ser
cristão significa “ser um pequeno Cristo”, sermos pequenos Cristos é o que
chamamos de “seguir a Cristo”.
Entretanto, seguir a Cristo implica certas
coisas, motivações, sentimentos, ações e princípios.
Pode alguém que faça todas as coisas citadas por esta lista,
chamar a si mesmo de “cristão”? pode, infelizmente isso acontece sempre.
Isso ocorre com tanta frequência que uma grande parte da sociedade possui uma
imagem obscura e negativa do cristianismo e da cristandade.
Você
está seguindo a Jesus e sendo um cristão enquanto vota a favor destas coisas ? NÃO!
1- Leis anti-LGBT’s.
Pergunte a si mesmo: “Quem Jesus discriminou?”.
Enquanto pensa na resposta, tenha em mente que enquanto os
fariseus encorajavam a discriminação de mulheres, cobradores de impostos,
pobres e samaritanos (que eram odiados pelos judeus), Jesus escolheu incluir
radicalmente a todos estes grupos.
Cristo nunca disse “proíba gays de serem
quem são” ou ” nunca permita que LGBT’s e pessoas de outras religiões tenham os
mesmos direitos que os teus”.
Pelo contrário, Cristo nos encorajou a amar
nossos irmãos como nós amamos a nós mesmos.
Ao vermos alguém, antes de ver um
LGBT ou um hétero, precisamos ver uma pessoa, que possui uma dignidade humana
que merece ser respeitada.
Num viés mais cristão, antes de vermos alguém como
LGBT ou hétero, precisamos ver alguém como uma filha ou um filho de Deus,
merecedora de amor, respeito, liberdade e dignidade.
Cristo agiu assim, agora cabe a nós seguir seus passos.
É NECESSÁRIO QUE ALGUNS LGBTs, APRENDAM A RESPEITAR O LUGAR DE OUTROS, RESPEITAR JESUS E A FÉ ALHEIA, PARA QUE POSSAM CONVIVER EM PARA E HARMONIA COM OS DEMAIS.
2- Leis anti-imigrantes.
O cristianismo possui uma herança judaica. Ambas as religiões
possuem como patriarcas, Abraão e Sara.
Nossos antepassados espirituais foram guiados por Deus para
levar tudo o que tinham e viajar.
Moisés levou os hebreus do Egito para o
deserto e depois para outras terras (onde já haviam habitantes).
Até Jesus,
Nosso Senhor, passou parte de sua infância como estrangeiro.
Como está descrito
em Êxodos, sabemos como é se sentir forasteiro em terras estrangeiras.
Nossa fé
e ancestralidade espiritual surgiu como forasteira, mas se você ainda não
acredita que “se sentir estrangeiro em terra estrangeira” não faz parte da
nossa história, pergunte aos índios, eles saberão te responder com toda
certeza.
Na melhor das hipóteses, ser cristão e votar a favor de afastar
imigrantes nos faz hipócritas; na pior das hipóteses nos torna traidores de
nossos antepassados e de nosso Deus.
3-Politicas que vulnerabilizam os mais pobres à fome
Uma certa vez, um homem sábio chamado Gandhi disse que existem
pessoas no mundo com tanta fome, que Deus não poderia aparecer para elas,
exceto na forma de pão.
A fome é denunciada na bíblia pelos profetas e livros poéticos
como algo grave para a sociedade.
Uma sociedade atacada pela fome, terá
problemas com a educação,produção e comportamento civil, todos fatores
determinantes para uma sociedade bem sucedida.
A pessoa que quer seguir a
Cristo, precisa ter em mente que Jesus disse que quando alimentamos os mais
necessitados, estamos alimentando a Deus.
4-Politicas que fazem opção pelos mais ricos ao invés dos mais
pobres.
Políticos ou apenas eleitores, que fazem opção pelos mais
ricos dão um tapa na cara de Jesus, sua vida, seu ministério e seus
ensinamentos.
Amós, Isaías e outros profetas igualmente denunciavam o
comportamento dos ricos que se esbanjavam em riqueza advindas de exploração,
enquanto os pobres passavam por fome e nudez.
Em termos de cristianismo, é ruim quando permitimos que pobres
sejam explorados por ricos.
Entretanto, terrivelmente pior é a criação de leis
que estimulam e protejam este comportamento. Isso fica claramente irônico,
quando imprimimos “Deus seja louvado” em nosso dinheiro.
5- Estimular guerra, confrontos, ditaduras e torturas.
Há
algum motivo para Cristo ser chamado de “Príncipe da Paz”. Isso está ligado
diretamente a sua natureza, ao seu ministério, aos seus ensinamentos e ao seu evangelho.
Como refutação você poderia citar de forma
descontextualizada a frase que fiz “Eu não vim para trazer paz, mas espada”, de
forma que poderia justificar massacres, cruzadas, assassinatos e guerras em
nome de Deus. É óbvio que este verso não gera nem uma faísca de luz diante dos
50 e outros versos onde Cristo fala sobre a paz e a pacificação.
Uma das maneiras de não amar o seu próximo (muito menos como a
ti mesmo) é matando ele. Existe uma razão para as escrituras chamarem de “Deus
é amor” e o nosso desafio como cristãos é viver como ele, e ser como ele
(praticarmos o amor ao próximo).
As guerras e os confrontos com certeza fogem
do conceito de irmandade universal, de amor, da paz e do Reino de
Deus.
Somos desafiados por Cristo a buscarmos o seu Reino e a sua Justiça,
assim entendemos que se no Reino de Deus não há fome, nem guerra, nem
perseguição, nem preconceito, buscar seu Reino e justiça implica a buscar todas
essas coisas.
No final o amor vence!
6- Limitar o acesso gratuito a saúde.
Como seguidores de Cristo, devemos seguir também seus passos
(cf. 1° Pedro 2:21).
Isso significa que devemos imita-lo o máximo possível
que conseguirmos, sendo que Jesus nos diz que somos capazes de fazer obras
maiores do que as que ele realizou na terra (João 14:12).
Sabemos que o estado
não consegue repetir os milagres de Jesus, mas a medicina moderna consegue
chegar bem próximo das maravilhas que vemos nos evangelhos e erradicar doenças
e epidemias.
Há uma pesquisa norte-americana que diz que de 45000 pessoas que
morrem nos EUA, 20000 morrem por falta de acesso a saúde.
Nós cristãos falamos muito sobre “salvar pessoas”.
Muitas
pessoas verdadeiramente seriam salvas no mundo através do acesso gratuito a
saúde, principalmente aquelas sem condições financeiras.
7- Desvalorização da educação/limitar o acesso gratuito e de
qualidade para todos.
Nós
aprendemos em Provérbios, assim como em outros livros sapienciais, de que a
sabedoria é algo que Deus se deleita noite e dia.
A Sabedoria é por Deus tão
valorizada, que alguns teólogos costumam interpretá-la, através dos livros
sapienciais, como uma face feminina de Deus (Sophia). Segundo as escrituras, melhor é a
Sabedoria do que o ouro (cf. Provérbios 8:11)
Em nossos dias, principalmente no Brasil, vemos como a educação
pública sofre maus índices. Os professores, que são os ministradores do
conhecimento e sabedoria são desvalorizados e muitas vezes desrespeitados
pelo governo.
As escolas públicas do país possuem sérios problemas com
infra-estrutura. Não se investe em educação o quanto é necessário e o
rendimento ainda é baixo. Infelizmente se deliciar em sabedoria é algo que o
nosso governo não faz mais.
A educação é um fator importantíssimo para o
desenvolvimento do país e o seu acesso deve ser destinado a todos (independente
de sua nacionalidade, cor, gênero, ou classe social).
Limitar o acesso a
educação é privar alguns de um direito essencial para a vida em sociedade.
Para seguirmos a Jesus, devemos tornar a educação uma
prioridade, afinal de contas ele era um Rabi (professor).
8-Pena de morte
Jesus Cristo morreu por pena de morte.
Jesus foi condenado a execução pois era visto como uma ameaça ao
sistema religioso da época, um agitador que estava desestabilizando a ordem
pública.
Jesus
era inocente. Seu movimento carismático e profético irritava as autoridades
conservadoras e fundamentalistas da época.
Todos os anos pessoas inocentes morrem por
execução realizada pelo estado. Não há nenhuma prova de que a punição extrema e
desumana da pena de morte reduza ou combata a criminalidade.
Outro fato
importante é que a pena de morte é discriminatória, sendo aplicada
desproporcionalmente contra pobres, minorias, alguns grupos étnicos e raciais,
grupos religiosos e etc.
9- Forçar através de políticas, pessoas a seguirem sua religião
e princípios morais.
Uma das coisas mais marcantes no evangelho de Cristo e seu
ministério, foi sobre sua mansidão.
Cristo respeitava a liberdade dos outros,
pois uma das consequências do amor é a liberdade, se há coerção não há amor,
não há liberdade.
Se
alguém ama outrem, aquele irá permitir que as pessoas andem com suas próprias
pernas, façam suas decisões e pratiquem seu livre-arbítrio .
Cristo era o
“Príncipe da Paz” mas estava longe de ser um rei com governo físico e o mais
importante é notar que Cristo não era um ditador.
Impor sua religião pessoal, crenças ou
princípios morais/religiosos sobre outras pessoas, não tem nada a ver com a
maneira que Cristo praticou sua fé e seus ensinamentos.
Se você impõe sua fé
sobre outros, apoia a oração obrigatória do Pai Nosso em escolas e ambientes
públicos, se você apoia a imposição de regras morais sobre a vida de pessoas
através do estado, você não é um Cristão.
10- Jair Bolsonaro.
Ver 1-9.
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