Se depender do segundo homem da política venezuelana Diosdado Cabello, o presidente da Venezuela Nicolas Maduro deverá romper relações diplomáticas com o Brasil, motivado pelo processo de impedimento desde Dilma Rousseff.
Cabello foi recebido "secretamente" por Lula e Dilma em 2015 e é acusado pelos Estados Unidos como um mega traficante internacional de drogas.
Nesta sexta, 15 de maio, Nicolas Maduro chamou o embaixador no Brasil de volta à Venezuela .
Segundo o presidente venezuelano, medida é um protesto contra o afastamento de Dilma
Em pronunciamento em rede nacional de rádio e televisão, Maduro reproduziu a ladainha petista e classificou o processo de impeachment como um "golpe de Estado".
"Pedi ao nosso embaixador no Brasil, Alberto Castellar, que viesse a Caracas", informou o chavista.
"Estivemos avaliando esta dolorosa página da história do Brasil. Tentaram apagar a história com uma jogada totalmente injusta com uma mulher que é a primeira presidente que o Brasil teve."
Maduro não informou se pretende romper definitivamente os laços diplomáticos com o Brasil.
Alinhada com os governos do PT, a Venezuela foi um dos países bolivarianos que contestaram o processo que afastou Dilma do poder. Cuba, Bolívia, Equador e Nicarágua também aderiram à retórica petista do "golpe".
Itamaraty – Em resposta a essas manifestações, o novo ministro das Relações Exteriores José Serra divulgou uma dura nota criticando os governos que propagam "falsidades sobre o processo político interno no Brasil".
"Esse processo se desenvolve em quadro de absoluto respeito às instituições democráticas e à Constituição Federal.
Como qualquer observador isento pode constatar, o processo de impedimento é previsão constitucional", destacou Serra.

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