Acordo nuclear com Irã entrará em vigor em 20 de janeiro

Governo iraniano promete limitar suas atividades nucleares em troca de alívio nas sanções econômicas ocidentais. Segundo Obama, alívio será 'modesto'

A chefe de política externa da União Europeia, Catherine Ashton, e o chanceler iraniano, Mohammad Javad Zarif, posam para fotos durante as negociações em Genebra, na Suíça
A chefe de política externa da União Europeia, Catherine Ashton, e o chanceler iraniano, Mohammad Javad Zarif, posam para fotos durante as negociações em Genebra, na Suíça (Denis Balibouse/Reuters)
O acordo sobre o programa nuclear iraniano anunciado em novembro de 2013 começa a ser implantado no próximo dia 20 de janeiro, informou neste domingo Catherine Ashton, chefe de Relações Internacionais da União Europeia. O pacto foi negociado entre o grupo 5+1, formado pelos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (Estados Unidos, França, China, Grã-Bretanha e Rússia) mais a Alemanha, e a república islâmica. Segundo Catherine, as nações envolvidas pedirão que a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA na sigla em inglês) verifique a implementação do acordo.
O Irã prometeu limitar suas atividades nucleares mais sensíveis em troca de algum alívio de sanções econômicas ocidentais, em um acordo que deverá durar seis meses. Neste período, a proposta é chegar a um documento mais abrangente, que implique no desmantelamento de instalações usadas para a fabricação da bomba atômica – e não apenas uma desaceleração do programa nuclear, prevista no acordo atual.

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O presidente dos EUA, Barack Obama, celebrou o acordo, mas disse neste domingo que é preciso mais para um pacto de longo prazo. Ele repetiu que vai vetar qualquer lei que determine novas sanções durante a negociação de um acordo de longo prazo com o Irã. Segundo Obama, a implementação do acordo dará ao Irã um "modesto alívio" em relação sanções econômicas.

As sanções da ONU contra o Irã Dezembro de 2006 - Resolução 1737

Proíbe o Irã de comercializar com qualquer país equipamentos, materiais e know-how tecnológico que possam contribuir com o programa nuclear;
Congela ativos financeiros internacionais de empresas, entidades e pessoas ligadas ao programa nuclear;

Estabelece um novo comitê de sanções para monitorar o cumprimento das resoluções.

Potências ocidentais suspeitam que a nação islâmica tenha buscado desenvolver capacidade de criar uma arma nuclear. Mas o Irã assegura que o programa visa unicamente a geração de eletricidade. 

O monitoramento da AIEA pode ser controverso na república islâmica. No passado, Teerã acusou a AIEA, com sede em Viena, de atuar como uma agência de inteligência manipulada pelo Ocidente. As relações melhoraram desde junho de 2013, quando presidente eleito Hassan Rouhani, um político relativamente moderado, abriu caminho para uma reaproximação diplomática com o Ocidente.

(Com Reuters e EFE)

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