RESULTADO DO TESTE DE ONTEM: veja quem fez aquelas declarações (genéricas e, portanto, injustas e burras) sobre a imprensa
Os ex-presidentes Lula, Collor e Geisel: qual deles disse a frase sobre a imprensa? Confira abaixo
(Fotos: Presidência da República)
A pergunta era sobre qual entre três ex-presidentes da República fizera, a respeito da imprensa, as seguintes declarações – injustas e burras, por serem genéricas, referindo-se, portanto, a TODA a imprensa, sem uma única exceção mencionada:
“Eu não dava muita importância à imprensa [durante meu governo], como até hoje não dou. A imprensa é do dia-a-dia, da fofoca, não é? A imprensa construtiva é muito reduzida. (…)
Não sei se esse é um quadro normal em todo o mundo, mas a imprensa está louca para estourar um escândalo. Construir com ideias ou cooperar é muito raro. O jornal precisa ter essas notícias para ser lido e vendido, para ter tiragem, receber anúncios e assim ganhar dinheiro”.
As opções que o blog ofereceu eram os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2011), Fernando Collor (1990-1992) e Ernesto Geisel (1974-1979).
Dos 86 leitores que fizeram a gentileza de, em seus comentários arriscar um palpite, a maioria considerou que o autor das declarações foi
LULA, com 37 votos.
GEISEL recebeu 24 votos.
COLLOR, 22.
Um leitor votou em Collor ou Geisel
Outro, em Lula ou Collor.
Um terceiro nos três.
Um comentou, mas não arriscou palpite.
Na verdade, as declarações foram feitas por ERNESTO GEISEL, o quarto dos generais-presidentes da ditadura, no excelente e completíssimo depoimento que prestou aos pesquisadores Maria Celina D’Araújo e Celso Castro, do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC) da Fundação Getúlio Vargas, em uma série de encontros iniciados em julho de 1993 — quando já deixara a Presidência há 14 anos — e encerrados em agosto de 1996, um mês antes de sua morte.
O depoimento foi publicado no livro Ernesto Geisel (Fundação Getúlio Vargas, 1997, 4ª edição, 494 páginas), e pode ser localizado à página 286.
O leitor Carlos Dias acertou em cheio: não apenas disse que foi Geisel quem proferiu as palavras como citou a fonte.
O fato de tanta gente achar que Lula foi o autor mostra que a animosidade a uma imprensa livre pode abranger tanto ditadores “de direita” como presidentes populistas “de esquerda”.
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