Proposta será enviada por deputado a presidente em exercício e pode
complicar planos de Dilma.
O
deputado Fernando Francischini, eleito pelo Solidariedade do Paraná está
preparando um ofício para o presidente em exercício Michel
Temer.
No documento,
ele vai pedir que os “privilégios” concedidos a presidente afastada Dilma Rousseff sejam reduzidos.
Com isso, o
peemedebista pode deixar a petista na "mingua".
Fernando
Francischini criticará, por exemplo, a liberação de transporte aéreo e o
grande número de assessores para uma mulher que não está mais no poder.
Até
mesmo a permanência no Palácio do Alvorada deve ser questionada.
A informação
foi confirmada neste sexta-feira, 13, pela jornalista Vera
Magalhães.
É provável que Temer prefira não se intrometer nessa polêmica,
pelo menos não agora.
Isso porque poderá ser usado pelo Partido dos
Trabalhadores (PT) como argumento dizendo ser "golpe".
Nesta
quinta-feira, 12, o marido da agora Primeira Dama, Marcela, usou uma postura
extremamente educada e diplomática ao se referir à Dilma, dizendo que o
respeito sempre precisa ser levado em consideração.
Ele falou também sobre como
será o seu jeito de governar.
Ao revelar que o novo slogan do governo é
"ordem e progresso", Temer disse que é preciso esquecer a crise e
trabalhar, pois só assim o país crescerá.
Michel, no entanto, confessou que tem pouco tempo para equilibrar
os problemas no país. Isso porque o afastamento de Dilma dura, no máximo, 180
dias.
A previsão é que o julgamento de sua deposição aconteça bem antes disso.
Isso porque Ricardo Lewandovski, que está a frente do Senado durante o
julgamento, aposenta-se antes desse período.
Após ser comunicada do
afastamento, Rousseff tem até 20 dias corridos para apresentar sua defesa.
Ou
seja, ela precisa fazer isso até o início de junho, quando enfim os Senadores
precisam comprovar os crimes que Dilma cometeu.
Mais uma vez quem fará a defesa de Dilma é o ex-Ministro da
Justiça e ex-Advogado-Geral da União, José Eduardo Cardozo, que agora atuará
como advogado particular.
Não se sabe ainda quem pagará pelos serviços do
profissional da justiça.
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