Hoje
eu ia escrever ainda sobre a Comissão do Impeachment, que ontem foi um
verdadeiro FEBEAPÁ, ou seja o velho e saudoso Festival da Besteira que Assola o
País do Stanislaw Ponte Preta. Lá apenas tentou se mostrar o óbvio que Dilma
não fez nada e não é culpada de nada.
Beirou o ridículo! Não o faço devido a
coisas mais importantes que estão acontecendo na política brasileira.
Ontem,
soube com os olhos não marejados de lágrimas, mas com um sorriso sarcástico, da
denúncia do meu conterrâneo Lula pela Procuradoria Geral da República (PGR).
E
também não vou comentar aqui todos os crimes de que ele está sendo acusado
porque tomaria muito o tempo de quem me lê, e digo apenas, que foi pelo “conjunto da obra”.
E como obrou o meu
conterrâneo!
Também
a PGR quer autorização do STF para investigar a Dilma. Esta sim, mais
encrencada do que cadela quando cai de caminhão de mudança e quer voltar para
casa.
E como obrou a presidenta birrenta! Ou seja de obrada em obrada, chega-se
à Papuda ou se viaja para a República de Curitiba na classe econômica.
Para
mim é o triste fim do nosso Lula Policarpo Quaresma. Se alguém ainda tinha
alguma esperança de que ele, tal qual D. Sebastião, voltaria com a bandeira dos
“pobres” em 2018, pode tirar o
pangaré da chuva. Como dizia o Galvão Bueno: Acabou! Acabou! Acabou!...
É
como diz o Ricardo Noblat (que transcrevo abaixo) no texto intitulado de “À
caça do poderoso chefão”, é o fim de um ciclo político, e que eu digo, é o
fim de um ciclo de “caça aos pobres”,
para enganá-los com migalhas enquanto a organização criminosa, como disseram no
STF, nadava de braçada no leitinho ou petróleo de nossas empresas.
É
óbvio que o Lula foi o mais inteligente dos meus colegas de infância, mas,
seria preciso ser tão esperto assim? Agora, já é certo o que disse o Tancredo:
“Quando a esperteza é demasiada, ela
come o esperto”. E agora, não tem jeito, ele foi engolido.
Seria
uma extrema sorte, para todos os caeteenses, se ele não fosse nem para a Papuda
e nem para República de Curitiba, e que voltasse para nossa cadeia local, que,
como faz tempo que não volto a minha terra, não sei como ela está para receber
o seu “ilustre” filho.
E quem
sabe, pela amor fraternal entre os dois, a presidenta birrenta não o
acompanhasse em solidariedade? Seria a glória. Rezemos ao Senhor!
“Quer sinais mais indesmentíveis do
fim de um ciclo político?
* O Procurador-Geral da
República Rodrigo Janot enviou ao Supremo Tribunal Federal pedido de abertura
de inquérito para investigar a presidente Dilma, o ex-presidente Lula e o
Advogado-Geral da União José Eduardo Cardozo por suspeita de obstrução da
Lava-Jato;
* No chamado inquérito-mãe da
Lava-Jato que tramita no Supremo e apura a roubalheira na Petrobras, Janot
escreveu: “Pelo panorama dos elementos probatórios colhidos até aqui e
descritos ao longo dessa manifestação, essa organização criminosa jamais
poderia ter funcionado por tantos anos e de uma forma tão ampla e agressiva no
âmbito do governo federal sem que o ex-presidente Lula dela participasse”;
* Janot pediu ao Supremo que
transforme Lula em réu sob a acusação de que tentou comprar o silêncio do
ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró;
* Na próxima sexta-feira, por 16
votos contra cinco, a Comissão Especial do Impeachment recomendará ao Senado
que aceite julgar Dilma por crime de responsabilidade, o que poderá resultar na
cassação do seu mandato e dos seus direitos políticos;
* Na próxima
quarta-feira, dia 11, possivelmente por 60 votos contra 21, o Senado aceitará a
recomendação de julgar Dilma. Ela então se afastará do cargo automaticamente, e
deverá ser julgada em um prazo máximo de 180 dias. O vice-presidente Michel Temer
a substituirá, demitindo todos os atuais ministros e nomeando outros.
Desta forma, chegará ao fim o ciclo
de 13 anos do PT no poder – o mais longo ciclo de um partido político desde a
instauração da República no Brasil.
Até aqui, Lula tentou escapar dos
efeitos desastrosos da Lava-Jato sobre sua imagem com o argumento de que o juiz
Sérgio Moro o persegue.
Doravante terá de arranjar outra
desculpa. Quem o denunciou como o eventual cabeça da organização criminosa que
saqueou a Petrobras foi o Procurador-Geral da República, nomeado por Dilma.
É o procurador que quer investigá-lo
por tentar comprar o silêncio de Cerveró e obstruir a Justiça se fazendo nomear
por Dilma para chefiar a Casa Civil da presidência da República.
Lula já não poderá mais dizer que a
Lava-Jato se limita a apurar crimes cometidos pelo PT e o governo. Janot
denunciou parlamentares de vários partidos, inclusive do PMDB e do PSDB.
Os mensaleiros acabaram condenados
pelo Supremo sem que fosse apontado na ocasião o líder da “sofisticada
organização criminosa” que tentou controlar parte do aparelho do Estado.
Mas o mensalão e o petrolão foram uma
coisa só, reconhece Janot. E, como tal, a chefia do esquema responsável pelo
maior escândalo de corrupção da história do país deve ter sido exercida por uma
única pessoa.
Quem?
O O futuro dirá.”
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